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domingo, 5 de junho de 2016

Família de português morto pelo ISIS arrecada fundos para levar corpo à Portugal


  O pedido é feito em nome do pai do primeiro português a viajar para a Síria para combater o auto-proclamado Estado Islâmico, o militar da GNR que partilha também o nome com o filho, Mário Nunes. É depois disponibilizado um NIB da Caixa Geral de Depósitos para onde podem ser feitas as transferências.
A família informa ainda que, caso o montante recolhido ultrapasse as despesas realizadas com a transladação, "o excedente será doado a uma instituição de solidariedade social".
Em Janeiro de 2015 Mário Nunes tornou-se o primeiro português a alistar-se nas Unidades de Protecção Popular, YPG em curdo, as milícias que combatem o EI no norte da Siria. Nessa altura desertou da Força Aérea Portuguesa, onde era soldado há quase três anos. Estava colocado na Base Aérea de Beja.
Esteve na Síria cerca de quatro meses. Regressou à Europa em Junho, numa altura em que os combates tinham praticamente parado naquela zona. Após alguns meses, deu uma entrevista à  onde explicou os motivos que o levaram a decidir combater o grupo terrorista. "Eu e os outros voluntários preferíamos morrer ou sermos feridos a não fazer nada [contra o Estado Islâmico]", disse.

Em Janeiro deste ano voltou à região de Rojava, novamente para se alistar nas YPG. Morreu no início do mês passado, em circunstâncias que ainda estão por esclarecer. No comunicado enviado à família, a 28 de Maio, o comando das YPG escreveu que "nas horas negras de 3 de Maio" Mário "suicidou-se". No entanto, na passada quinta-feira, a organização divulgou um comunicado em que apontou como causa da morte um "acidente". Contudo, não explicou as circunstâncias da morte nem o motivo de ter demorado tanto tempo a contactar a família, algo que, por norma, é feito imediatamente. Dúvidas que poderão ser esclarecidas com a chegada do corpo a Portugal.
Para já, a família conta com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Uma fonte oficial garantiu esta semana à SÁBADO que tudo será feito para ajudar a trazer o corpo do português para Portugal. Ao que a SÁBADO também apurou, a embaixada de Portugal em Nicósia, no Chipre, já está na posse do certificado de óbito autenticado. O documento seguirá agora para a representação portuguesa nos Emirados Árabes Unidos, que está acreditada no Iraque. Será essa embaixada a emitir o alvará de transladação, o documento que permitirá o transporte aéreo do corpo do aeroporto de Sulaymaniyah, na Região Autónoma do Curdistão iraquiano, para Portugal.
Não sabemos como os brasileiros possam depositar algum valor, mas caso há algum português lendo a postagem é só seguir:
 A conta bancária para onde poderão ser feitos os donativos é:
Caixa Geral de Depósitos
IBAN PT50003506420005802480056

quinta-feira, 12 de maio de 2016

19 motivos para Bashar al-Assad continuar no poder


Bashar al-Assad recebendo apoio popular

1. Na Síria não há nenhum Banco Central Rothschild.
2. A Síria proibiu os alimentos geneticamente modificados o cultivo e a importação dos mesmos.
3. A Síria é o único país árabe que não tem dívidas para com o FMI-Fundo Monetário Internacional, com o Banco Mundial ou qualquer outra pessoa ou entidade. (Já na oposição, no lado anti-Assad já existe uma grande dívida, pois os grupos de oposição constantemente pedem empréstimos e armamento para o estrangeiro, assim criando uma dívida que será cobrada com o petróleo e as riquezas da Síria se caso Bashar al-Assad cair) 
4. A família Assad pertence à orientação Alawi do Islão, e mesmo sendo minoria dentro do Islão, mostrou ser justo e fraterno com todas as religiões, assim, visando os benefícios para o povo e não subdividindo por religião. Bashar apoia e tem o apoio dos cristãos, já reformou dezenas de igrejas.
5. As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens tanto para estudar, como na saúde e na educação.
6. Na Síria, as mulheres não são obrigados a usar a burka. A Xária (lei islâmica) é inconstitucional.
7. A Síria é o único país árabe com uma Constituição secular e não tolera movimentos extremistas islâmicos.
8. Cerca de 10% da população síria pertence a uma das muitas denominações cristãs sempre presentes na vida política e social.
9. Em outros países árabes, a população cristã é inferior a 1%, devido ao assédio sofrido.
10. A Síria é o único país mediterrânico que ainda detém a empresa de petróleo, que não queriam privatizar.
11. A Síria tem uma abertura para a sociedade da cultura ocidental como nenhum outro país árabe.
12. Ao longo da história cinco papas eram de origem síria. A tolerância religiosa é única na área.
13. Antes da Conspiração Mundial, a Síria foi o único país na zona, sem guerras e conflitos internos.
14.Siria é o único país que reconheceu os refugiados iraquianos, sem qualquer discriminação social, política ou religiosa.
15. Bashar Al Assad tem uma aprovação extremamente popular.
16. Sabias que a Síria tem reservas de petróleo de 2.500 milhões de barris, cuja exploração está reservada para as empresas estatais?
17. Síria se opõe ao sionismo e ao criminoso apartheid israelita.
18. As pessoas estão bem informadas e muitas vezes falam e discutem sobre o estabelecimento da Nova Ordem Mundial.
19. A Síria é o último obstáculo para a escravidão da humanidade e da criação do Estado Talmúdico da Grande Israel.


Talvez com esses fatos vejam que a guerra tanto na Síria, na Líbia, Iraque e no mundo, foi e continua tendo como finalidade interesses econômicos para assim se manter no poder de todos os povos.
E aos que apoiam a "oposição" Síria saiba que se existe algum líder sanguinário e possessivo por poder, são seus líderes, EUA, Israel, Qatar, Arabia Saudita, Turquia e outros.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

A imprensa e a democracia



  Uma pessoa física tem o direito de se exprimir, mesmo que de uma maneira incoerente. Uma pessoa moral também é livre de exprimir a sua personalidade moral. Mas a primeira apenas se representa a si própria enquanto a segunda representa o grupo de pessoas físicas que constituem a sua personalidade moral.
A sociedade compõe-se de muitas pessoas físicas e muitas pessoas morais: assim, quando uma pessoa física se exprime de uma maneira irracional, isso não significa que os outros membros da sociedade façam o mesmo. A opinião de uma pessoa física não compromete senão ela própria. A opinião de uma pessoa moral não exprime senão os interesses ou o ponto de vista dos indivíduos que constituem essa pessoa moral.
Uma empresa de produção e venda de tabaco não representa senão os interesses daqueles que constituem essa empresa, isto é, daqueles que tiram proveito da produção ou da venda do tabaco, mesmo que esse seja nocivo à saúde dos outros.
  A Imprensa é um meio de expressão da sociedade e não o meio de expressão de uma pessoa física ou moral. Logo, democraticamente, não pode ser a propriedade nem de uma nem de outra. No caso de um particular, proprietário de um jornal, o jornal é dele e exprime unicamente o ponto de vista dele. Pretender que seja o jornal da opinião pública é falso e sem qualquer fundamento, porque, na realidade, ele não exprime senão o ponto de vista de uma pessoa física. Não é democraticamente admissível que uma pessoa física possua um meio de difusão ou de informação. Mas ela tem o seu direito natural de se exprimir, seja por que meio for, mesmo que este seja irracional. Por exemplo, o jornal publicado por um sindicato de comerciantes ou por uma câmara de comércio é somente o meio de expressão dessa categoria social particular, exprimindo somente o seu ponto de vista e não o ponto de vista da opinião pública. O mesmo se pode dizer para as outras pessoas morais e físicas da sociedade.
  A Imprensa democrática é a publicada por um comitê popular composto por todas as categorias sociais, isto é, por associações de operários, de mulheres, de estudantes, de camponeses, de trabalhadores, de funcionários, de artesãos etc. Neste caso e somente neste caso, a Imprensa, ou qualquer outro meio de informação, é a expressão da sociedade no seu todo e reflete a sua concepção geral — será então uma Imprensa democrática.
Se a Ordem dos Médicos publica uma revista, esta não deve ser senão uma revista médica, para que seja realmente a expressão daqueles que a publicam. Se a Ordem dos Advogados publica um jornal, ele não deve ser senão jurídico, para que exprima realmente o ponto de vista daqueles que o publicam. O mesmo se deve dizer dos outros grupos sociais.
Uma pessoa física tem o direito de exprimir o seu próprio ponto de vista, mas democraticamente ela não se pode exprimir em nome das outras.
Assim pode ser resolvido, definitiva e democraticamente, o que se chama no mundo “o problema da liberdade de imprensa”
Essa questão, que ainda não acabou de ser debatida, nasceu do problema geral da democracia. Não poderá ser solucionada enquanto subsistir a crise da democracia.
Não há senão uma via para resolver este complicado problema da democracia: é a via da Terceira Teoria Universal.

  Segundo esta teoria, o regime democrático é uma construção coerente que assenta sobre os congressos populares de base, os comitês populares e as uniões profissionais, que se reúnem em conjunto no Congresso Geral do Povo.
Não existe absolutamente nenhuma outra concepção da sociedade democrática autêntica fora desta.
Finalmente, depois da época das repúblicas, a era das massas aproxima-se rapidamente de nós, inflamando os sentimentos e encandeando os olhos. Mas tanto mais esta nova era anuncia a verdadeira e a ruptura das cadeias das “máquinas de governar”, tanto mais ela pode ser acompanhada por uma era de anarquia e demagogia. A menos, ainda, que a democracia nova não volte a cair, transformando-se no poder de um indivíduo, de uma classe, de uma seita, de uma tribo ou de um partido.
Assim, é a verdadeira democracia, do ponto de vista teórico, mas, na prática, são sempre os mais fortes que governam.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Helicóptero russo Mi-28N cai na Síria




3 Mi-28N sobrevoando Síria

Um helicóptero Mi-28N da Força Aeroespacial da Rússia cai perto de Homs na Síria, informou o Ministério da Defesa russo.
O helicóptero não foi abatido por Jihadistas, como vem sendo divulgado. 
"Um helicóptero Mi-28N da Força Aeroespacial da Rússia sofreu um acidente durante o voo perto de Homs, na Síria, esta madrugada (1h29 horário de Moscou) de 12 de abril, provocando a morte dos dois pilotos", diz o boletim do Ministério da Defesa russo.    
Os corpos dos militares foram retirados do local da catástrofe e levados à base aérea de Hmeymim, informa o Ministério.
De acordo com as informações adiantadas por peritos que trabalham no local do acidente, o motivo do desastre foi fogo inimigo. As razões da ocorrência serão apuradas durante a investigação.
Os helicópteros de ataque Mi-28N da Força Aeroespacial russa participaram da operação de libertação de Palmira. Em particular, foram utilizados para atacar carros blindados dos jihadistas com mísseis guiados antitanque.
O Mi-28N conhecido como "Caçador noturno" é um helicóptero de ataque destinado a detetar e destruir tanques e outros veículos militares, tanto blindados como ligeiros, assim como efetivos e alvos aéreos inimigos a baixa velocidade. O helicóptero pode ser operado tanto de dia, como de noite, qualquer que sejam condições meteorológicas e climáticas.

Foto divulgação e ilustrativa
Acidente durando o "Aviadarts" com um Mi-28N no dia 02/08/2015, na ´Rússia




domingo, 10 de abril de 2016

15 fatos sobre o governo de Kadafi





A conceituada revista suiça "Schweizmagazin" publicou um artigo enumerando as "crueldades" de Muammar Kadhafi para com o seu povo.


Eis alguns dos "sofrimentos" que o tirano (segundo a mídia) infligia ao seu pobre Povo:

01. Não havia conta de luz na Líbia, porque a electricidade era gratuita para todos. 

02. Créditos bancários, dos bancos estatais, eram sem juros, para todos, por lei expressa.

03. Casa própria era considerada direito humano, universal, e o governo fornecia uma casa ou apartamento para cada família. 

04. Recém casados recebiam 44.830€ para comprar casa e iniciar a vida familiar.

05. Educação e saúde eram gratuitas, da pré-escola à universidade. Antes de Kadhafi, apenas 25% dos líbios eram alfabetizados. Até ao ano de 2010 esse número passou a ser de 83%.

06. Agricultores iniciantes recebiam terra, casa, equipamentos, sementes e gado gratuitamente.

07. Quem não encontrava formação ou tratamento desejados recebia financiamento para ir ao exterior, adicionalmente 2.060€ mensais para moradia e carro.

08. Na compra de automóvel, o estado contribuia com uma subvenção de 50%.

09. O preço de gasolina era de 0,10 Euros o litro 

10. Faltando emprego após a formação profissional, o estado pagava salário médio da classe até conseguir a vaga desejada.

11. A Líbia não tinha dívida externa e apresentava reservas de €134.48 biliões. Após a ocupação os valores foram retidos ou desviados pelos bancos estrangeiros, incluindo investimentos em bancos estrangeiros e reservas em ouro.

12. Parte de toda a venda de petróleo era directamente creditada na conta de cada cidadão.

13. Mãe que dava a luz, recebia 4.480€.

14. 25 % da população líbia tinha um curso superior. (No Brasil apenas 16% dos trabalhadores têm ensino superior segundo a pesquisa realizada pela Exame.com)

15. Kadhafi construiu o projecto GMMR (O Grande Rio Artificial), que transportava água dos lençóis subterrâneos do Rio Nilo para as cidades e agricultura, irrigando as principais cidades do País e parte do deserto.

Eis aqui os 15 fatos sobre o regime do líder sanguinário Muammar al-Gadaffi. Hoje a Líbia se encontra em uma guerra civil, dividida em grupos radicais islamicos, inclusive o Estado Islâmico. Com 30% da população passando fome. Agora eu pergunto aos líbios que aceitaram a proposta dos EUA, Qatar, Israel e outros membros da cúpula sionista, valeu a pena? é essa a revolução que o povo líbio necessitava? 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A opressão judaica ás mulheres em Israel


Mulheres judias em Israel

Israel junto aos seus parceiros Ocidentais entram em todos os países com uma forte propaganda de igualdade e democratização, mas algo que não é noticiado em tais países é a opressão que as mulheres judias sofrem. Por exemplo, as constantes críticas ás mulheres islâmicas, propagandas insinuando que elas são oprimidas por sua religião e pelos homens que com elas são casados, esse tipo de propaganda circula pelo mundo inteiro, mas o que a imprensa manipulada pelos sionistas não divulgam é o sofrimento que as mulheres judias passam com os judeus ortodoxos, apesar de restrito a grupos específicos, complementa o machismo secular israelense e serve aos propósitos do projeto sionista. Ele procura contribuir para desconstruir a falsa ideia inabalável da democracia judaica. Contudo, apesar de não discorrer sobre o assunto, parto do pressuposto de que qualquer corrente política que prega a eliminação de outro povo não poderia ser menos excludente. Se as mulheres judias são, por vezes, sexualmente reprimidas, elas podem também representar o agente opressor: as mulheres palestinas são duas, três, quatro vezes menos privilegiadas. Elas sofrem por serem mulheres, por serem muçulmanas, por serem palestinas, por serem pobres. Me ative ao judaísmo porque sou judia e não pretendo falar sobre uma aflição que me é tão distante. Mas aproveito o espaço para prestar solidariedade às mulheres palestinas.

Texto feito por Elena Judensnaider
"Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que não me fez mulher.''
Este trecho faz parte da benção matinal judaica, que é recitada todas as manhãs por judeus, enquanto judias terminam a reza substituindo a parte destacada por que me fez conforme Sua vontade.
Eu cresci em um ambiente judaico praticante que, apesar de não ortodoxo, compartilhava espaços sagrados com famílias mais religiosas. Quando criança, me disseram para recitar a frase acima sempre ao acordar. Vi minha mãe ir ao mikvé, local em que acontece um ritual para purificação da mulher após cada menstruação e o nascimento de um filho. Vi minha avó usar peruca, porque judias religiosas não podem mostrar seu cabelo natural para qualquer homem que não seja da família. Fui convidada para casamentos de garotas de menos de 20 anos. Ouvi de professoras de escolas judaicas que as garotas não precisavam aprender tanto – afinal, logo casariam e teriam filhos e suas vidas se resumiriam a isso. Ouvi que os rabinos acompanhavam o ciclo menstrual das mulheres e as orientavam a ter relações conjugais com seus maridos nos dias férteis. Fui a sinagogas em que as mulheres se sentavam de um lado e os homens de outro. Em algumas, os homens ficaram no andar inferior, de frente à Torá (livro sagrado judaico), enquanto às mulheres ficavam reservadas poucas cadeiras, no andar superior, de onde mal se conseguia assistir às rezas.
Quando ia à sinagoga, eu tirava a roupa cotidiana e me vestia de acordo com a ocasião: precisava cobrir meu corpo entre os joelhos e os cotovelos, e pra isso tinha separados camisas três-quartos, saias que iam até depois do joelho e sapatos fechados. Eram as “roupas de sinagoga” e eu não questionava a mudança das vestimentas, considerando que se tratava de algo relacionado à etiqueta daquele lugar tão diferente da minha casa. Mas me deixava muito chateada que uma amiga ortodoxa da minha idade não pudesse assistir televisão comigo, e eu achava estranho que conhecidas mais velhas estivessem em vias de se casar com quem não conheciam.
Uma vez, ainda criança, reclamei para minha tia que tudo aquilo não era justo. Ela me respondeu firme, sem perceber a grande lição que estava me dando sobre relativismo cultural: “para elas, isso é felicidade”. Não pensei mais no assunto nos anos seguintes, procurando acreditar que minha tia estava certa.
Mas ela, que é mulher e judia, vai lutar pela Palestina?
Um familiar contou que ouviu essa frase, relacionada a mim, vinda de um funcionário de uma instituição judaica (não sei qual), quando teve conhecimento de que eu estava começando a militar a favor da Palestina. Imagino que ele não soubesse que, assim como eu estava me introduzindo e engajando na causa palestina, também me aproximava do feminismo.
A verdade é que foi ótimo ter ouvido essa frase, pois ela me deu muito mais clareza para entender a necessidade de lutas transversais, ou seja: não adianta lutar contra o sionismo sem lutar contra o machismo; não adianta lutar contra o machismo sem lutar contra o racismo e por aí vai. As lutas se complementam. Percebi que por ser mulher eu tinha ainda menos direito de me posicionar contra o sionismo e suas políticas fascistas. Isso se deve, além de ao machismo estrutural do qual os judeus não escapam, ao machismo particular reproduzido pelo judaísmo – principalmente o ortodoxo.
Mas não é exatamente sobre isso que quero falar.
Os grupos políticos ligados ao judaísmo costumam se colocar no campo ideológico oposto ao do islamismo, destacando principalmente os perigos que o extremismo islâmico pode representar para mulheres. Talvez, por isso, seja surpreendente que o judaísmo não seja isento de práticas religiosas e culturais que segregam as mulheres. A questão é: o julgamento de um grupo sobre religiões alheias é determinado pelo poder de que o grupo dispõe. Não, não se trata de campo ideológico. Trata-se de poder: ainda que a maior parte das religiões monoteístas seja patriarcal, quem tem poder, tem legitimidade pra exercer o machismo; quem tem mais poder ainda, pode exercer o machismo sem ser condenado internacionalmente.
Não estou, aqui, querendo comparar qualitativamente as obscenidades perpetradas pelo Estado Islâmico com aquelas cometidas pelos Haredim (judeus ortodoxos) ou ainda com o que pregam alguns líderes evangélicos no Brasil. Minha intenção é apenas a de demonstrar que os crimes à humanidade praticados por grupos religiosos não devem ser analisados na chave cultural (ou, ainda, moral), e sim na chave do poder. Porque eles existem em todos os grupos, mas o desenvolvimento ou a divulgação dos atos é proporcional ao seu poder, seja ele econômico, social, político ou militar.
É difícil nos distanciarmos dos paradigmas que o relativismo cultural nos impõe para discutir política, e isso inclusive dentro da esquerda: muito se confunde a defesa do oprimido com a defesa da cultura ou religião do oprimido, perdendo de vista as motivações de fato da opressão. É a condição social de origem dos imigrantes que determina a quem a xenofobia será dirigida. Na Europa, por exemplo, os russos que imigraram no início do século XX não sofreram o preconceito que os armênios sofreram em seguida e que os árabes sofrem hoje, justamente por conta de terem pertencido à elite em seu país de origem[2]. Ou seja: poder.
Os Haredim
Em Israel, por exemplo, os ortodoxos judeus têm muito poder.
Ainda que haja grande oposição ao extremismo religioso judaico dentro do país, a situação é especialmente preocupante devido ao interesse sionista nesse setor da sociedade.
Para que o governo tenha legitimidade para reivindicar o território é importante que haja uma população predominante na região. Se formos considerar Israel e os territórios ocupados, a população judaica não chega a metade. Essa é uma questão que existe desde a partilha da Palestina: apesar de o plano conceder 53% do território aos judeus, havia, à época, 600 mil judeus e 1,3 milhão de árabes na região. De lá para cá, a questão demográfica passou a ter muita importância. Para resolvê-la, o governo israelense promove campanhas de Aliá, ou seja, a imigração de judeus para Israel, baseadas na Lei do Retorno, que permite a concessão de cidadania israelense a qualquer judeu do mundo.
E é aí que entram os ortodoxos: com uma média de 6 a 7 filhos por família, os ortodoxos respondem a uma demanda urgente do Estado sionista de povoar e, consequentemente, controlar a região. Nesse contexto, e levando em consideração que, para o judaísmo, só é judeu quem tem a mãe judia, a mulher serve meramente como procriadora. Para isso, como incentivo ao estabelecimento e procriação dos ortodoxos, o governo oferece a eles isenção de impostos; dispensa do exército e subsídios financeiros.
Com isso, os ortodoxos têm muito poder. E, por ter poder, fazem mulheres serem detidas[3] por rezar “como os homens”. Proíbem as mulheres de cantar publicamente, de aparecer em outdoors ou de ser premiadas[4]. Colocam em circulação ônibus com divisórias[5], para que as mulheres se sentem na parte de trás e segregam as mulheres até nas calçadas[6]. Agridem e chamam uma garota de oito anos de prostituta[7] por não usar roupas “corretas”. Segregam as mulheres nas ruas. Apagam[8] lideranças políticas mulheres de fotografias de grande repercussão mundial. Se recusam a sentar[9] ao lado de mulheres em voos internacionais.
Sim, alguns desses casos são pontuais e não devemos generalizar a conduta de todo um setor da sociedade. Mas é importante notar duas coisas com relação aos ortodoxos judeus: a proteção institucional vinda do governo e a blindagem internacional vinda da mídia. Por que economizar a condenação moral, sempre tão bem-vinda à grande mídia, e ignorar uma problemática que é objeto de preocupação crescente entre os próprios israelenses? 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

EUA começaram a expandir uma base aérea na Síria



Conforme relatado na quarta-feira a imprensa oriental, Al-Jazeera, foi confirmado através de  fontes locais que os EUA estão atualmente realizando expansão do aeródromo na província de Al-Hasakah (nordeste da Síria), e lá irá ser utilizados para implantar seus aviões de guerra .
A área onde o aeroporto está localizado nos territórios sob o controle das forças Curdas que a meses recebem apoio aéreo dos EUA em suas operações contra o Estado Islâmico.
Fontes locais indicam que o aeródromo foi abandonada por muitos anos, e voltou a ser ativa poucos dias atrás, quando helicópteros norte-americanos começaram a decolar e pousar na base com frequência.
As autoridades americanas confirmaram que a pista está sendo redesenhado para facilitar a decolagem e pousagem de aeronaves de combate e de transporte.
Até agora, nem o governo de Damasco nem os Estados Unidos se pronunciou sobre o assunto, mas têm aparecido vídeos que supostamente mostram helicópteros dos EUA decolando e pousando na base. (VEJA O VÍDEO)
Se esta informação for confirmada, já são duas potências estrangeiras, (EUA e Rússia) que estaria usando território sírio para realizar ataques aéreos.
Desde o 22 de setembro de 2014, a chamada coalizão 'anti-Daesh', liderada pelos Estados Unidos, realizado ataques aéreos em território sírio, sem a aprovação de Damasco.
A coalizão tem sido repetidamente criticada pelo governo sírio, Se esta informação for confirmada, já são duas potências estrangeiras, EUA e Rússia, que estaria usando território sírio para realizar ataques aéreos.
Desde o 22 de setembro de 2014, a chamada coalizão anti-Daesh, liderada pelos Estados Unidos, realizado ataques aéreos em território sírio, sem a aprovação de Damasco.
Se esta informação for confirmada, já são duas potências estrangeiras, EUA e Rússia, que estaria usando território sírio para realizar ataques aéreos.
A coalizão tem sido repetidamente criticada pelo governo sírio, pois em grande parte dos ataques foram ineficazes e ocasionou centenas de mortes de civis. 
Mesmo que seja admirável uma suposta união internacional para a luta contra o terrorismo, temos que ficar atentos sobre as ações dos EUA na Síria, não é de hoje que os EUA patrocinam grupos terroristas e que por debaixo dos panos treina diretamente o Estado Islâmico, e que com seus ataques como já dito, deixam apenas civis mortos. 
A base militar americana na Síria pode facilitar a vida dos terroristas. 

Como os EUA criou o Estado Islâmico e se recusa a combate-lo



Os Estados Unidos se recusaram a ajudar o governo da Síria a combater grupos radicais islâmicos como a Al-Qaeda e o ISIS (Exército Islâmico do Iraque e da Síria, que recentemente mudou de nome para Estado Islâmico). Além disso, segundo revelações feitas pelo site Wikileaks, o governo norte-americano armou grupos como o ISIS. Os quase 3 mil documentos sobre essa questão foram vazados pelo site dirigido por Julian Assange na última sexta-feira (08/08).
Em 18 de fevereiro de 2010, o chefe da inteligência síria, general Ali Mamlouk, apareceu de surpresa em uma reunião entre diplomatas norte-americanos e Faisal a-Miqad, vice-ministro das relações exteriores da Síria. A visita de Mamlouk foi uma decisão pessoal de Bashar al-Assad, presidente sírio, em mostrar empenho no combate ao terrorismo e aos grupos radicais islâmicos no Oriente Médio, assinala o documento.
Neste encontro com Daniel Benjamin, coordenador das ações de contra-terrorismo dos EUA, “o general Mamlouk enfatizou a ligação entre a melhoria das relações EUA-Síria e a cooperação nas áreas de inteligência e segurança”, afirmam os diplomatas norte-americanos em telegrama destinado à CIA, ao Departamento de Estado e às embaixadas dos EUA em Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Inglaterra.
Para Miqad e Mamlouk, essa estratégia passava por três pontos: com o apoio dos EUA, a Síria deveria ter maior papel na região, a política seria um aspecto fundamental para ações de cooperação contra o terrorismo e a população síria deveria ser convencida dessa estratégia com a suspensão dos embargos econômicos contra o país. Para Imad Mustapha, embaixador sírio em Washington, “os EUA deveriam retirar a Síria da lista negra”. Nas palavras de George W. Bush, o país fazia parte do “eixo do mal”, junto com Coreia do Norte e Afeganistão.
Apesar da discordância entre EUA e Síria quanto ao apoio de Assad a grupos como Hezbollah e Hamas, os dois países concordavam quanto à necessidade de interromper o fluxo de guerrilheiros estrangeiros para o Iraque e impedir a proliferação de grupos radicais, como a Al-Qaeda, o ISIS e o Junjalat, uma facção palestina com a mesma orientação política. Para Benjamin, as armas chegavam ao Iraque e ao Líbano contrabandeadas pelo território sírio.
Mamlouk reforçou a “experiência síria em combater grupos terorristas”. “Nós não ficamos na teoria, tomamos atitudes práticas”, foram as palavras do chefe de inteligência de Assad. Segundo o general, o governo sírio não mata ou ataca imediatamente esses grupos. “Primeiro, nós nos infiltramos nessas organizações e entendemos o funcionamento delas”. De acordo com Damasco, “essa complexa estratégia impediu centenas de terroristas de entrarem no Iraque”.
Guerra do Iraque e surgimento do Estado Islâmico
No entanto, apesar de afirmarem cooperar com a Síria para combater o terrorismo, os EUA também trabalharam para armar os opositores sírios e isso causaria um problema maior na região: a criação do atual Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico Guardian, grande parte do armamento utilizado pelo ISIS (antigo nome do Estado Islâmico) veio de grupos armados pelos EUA e cooptados por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Califado Islâmico, que hoje controla territórios na Síria e no Iraque.
Armados pelos EUA, militantes do Estado Islâmico conseguiram lutar em cinco frentes concomitantemente
Apesar da discordância entre EUA e Síria quanto ao apoio de Assad a grupos como Hezbollah e Hamas, os dois países concordavam quanto à necessidade de interromper o fluxo de guerrilheiros estrangeiros para o Iraque e impedir a proliferação de grupos radicais, como a Al-Qaeda, o ISIS e o Junjalat, uma facção palestina com a mesma orientação política. Para Benjamin, as armas chegavam ao Iraque e ao Líbano contrabandeadas pelo território sírio.
Mamlouk reforçou a “experiência síria em combater grupos terorristas”. “Nós não ficamos na teoria, tomamos atitudes práticas”, foram as palavras do chefe de inteligência de Assad. Segundo o general, o governo sírio não mata ou ataca imediatamente esses grupos. “Primeiro, nós nos infiltramos nessas organizações e entendemos o funcionamento delas”. De acordo com Damasco, “essa complexa estratégia impediu centenas de terroristas de entrarem no Iraque”.
Guerra do Iraque e surgimento do Estado Islâmico
No entanto, apesar de afirmarem cooperar com a Síria para combater o terrorismo, os EUA também trabalharam para armar os opositores sírios e isso causaria um problema maior na região: a criação do atual Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico Guardian, grande parte do armamento utilizado pelo ISIS (antigo nome do Estado Islâmico) veio de grupos armados pelos EUA e cooptados por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Califado Islâmico, que hoje controla territórios na Síria e no Iraque.
Economista francês, Thomas Piketty vive dia de celebridade na USP
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Saddam al-Jammal, líder do Exército de Libertação da Síria, outro grupo anti-Assad, também jurou lealdade ao Estado Islâmico desde novembro de 2013. Para garantir tal apoio, o ISIS mudou a sua estratégia de controle: dava autonomia a essas autoridades locais em vez de controlar diretamente a governança das cidades. Como resultado, o ISIS se expandiu e conseguiu lutar em cinco frentes: contra o governo e os opositores sírios, contra o governo iraquiano, contra o Exército libanês e milícias curdas.
O armamento começou a ser enviado para os opositores sírios em setembro de 2013. Na época, analistas davam o ISIS como terminado e a alegação para fortalecer esses grupos era a de que o governo Assad havia usado armas químicas. Para enviar as armas, o governo Obama usou bases clandestinas na Jordânia e na Turquia. Aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Catar, também forneceram ajuda financeira e militar.
Ironicamente, os EUA sabem inclusive a real identidade do líder do Califado. Durante um ataque à cidade iraquiana de Falluja em 2004, os norte-americanos prenderam alguns dos militantes pelos quais procuravam. Entre eles, estava um homem de 30 e poucos anos e pouco importante na organização: Ibrahim Awad Ibrahim al-Badry. 10 anos depois, ele se tornaria líder da mais radical insurgência islâmica contra o Ocidente, segundo informações de um oficial do Pentágono.