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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Israel intercepta um drone do Hezbollah nas Colinas de Golã


As Forças Armadas israelenses interceptaram um drone do Hezbollah libanês, de fabricação iraniana e que realizava uma missão de reconhecimento na parte do Golã anexada por Israel, indica um comunicado oficial.
Um porta-voz militar disse que o drone decolou de um aeroporto militar perto de Damasco, na Síria, e foi derrubado na zona desmilitarizada que divide o Golã, entre a parte ocupada por Israel e a que é controlada pela Síria.
"Enviamos caças, mas não interceptaram o drone", afirmou o porta-voz Jonathan Conricus. "Foi, em compensação, derrubado por mísseis Patriot", acrescentou.
O porta-voz disse que ainda estavam analisando os restos do aparelho para determinar se estava armado.
Israel e Síria continuam tecnicamente em guerra. Durante décadas, nos limites das Colinas de Golã, não têm sido registrados episódios de violência, até que explodiu a guerra na Síria, em 2011.
Desde a guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupa 1.200 km2 das Colinas de Golã pertencentes à Síria, que depois anexou, o que a comunidade internacional nunca reconheceu.
Fonte: AFP

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Líder do Hezbollah anunciou encontro com Bashar al-Assad


O chefe do Hezbollah xiita libanês, Hassan Nasrallah, que vive em um local secreto há uma década, afirmou nesta quinta-feira (31) ter ido a Damasco pedir ao presidente Bashar al-Assad para acertar um acordo de evacuação de extremistas do Líbano para a Síria.
Hassan Nasrallah, de 57 anos, fez poucas aparições desde a guerra de 2006 entre seu poderoso partido armado e Israel. Em 2014, revelou que mudava o local de sua residência constantemente.
“Fui até o presidente Bashar al-Assad. Fui pessoalmente a Damasco”, declarou ele em um discurso transmitido em um telão para milhares de seus partidários em Baalbeck (leste), sem especificar a data da visita que aconteceu antes da conclusão do acordo, no último final de semana.
Aliado do regime sírio, o líder do Hezbollah fazia referência ao acordo de evacuação entre seu partido e o grupo Estado Islâmico (EI), em virtude do qual os combatentes extremistas foram evacuados da fronteira sírio-libanesa com destino ao leste da Síria, no limite com o Iraque.
O acordo foi duramente criticado pela coalização internacional que combate os extremistas islâmicos, por Bagdá e pelo Líbano.
Hassan Nasrallah justificou este acordo pela necessidade de obter do EI o local onde estão enterrados os corpos de oito soldados libaneses sequestrados em 2014.
Ele contou ter dito ao presidente sírio se tratar de “uma causa humanitária” e pediu sua ajuda nesse sentido. O presidente Assad teria ficado desconfortável com o pedido.
“Ele me disse ‘essa questão vai me colocar em uma posição embaraçosa'”, afirmou o líder do Hezbollah, acrescentando que Assad acabou por aceitar a demanda.
O acordo foi concluído após uma semana de combates dos dois lados da fronteira libanesa contra os extremistas com o Exército libanês, de um lado, e o Hezbollah e o Exército sírio, do outro.
A saída do EI dessa área fronteiriça foi um dos últimos reveses sofridos pela organização extremista.
Fonte: IstoÉ

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Estado Islâmico se rende e se retira da fronteira Líbano-Síria


Combatentes do Estado Islâmico (EI) e suas famílias começaram nesta segunda-feira (28) a deixar a área da fronteira entre o Líbano e a Síria em comboios, acompanhados pelo Exército sírio, entregando o controle de um enclave e indo para o leste da Síria após uma batalha que durou o fim de semana todo.
Uma fila de ambulâncias e ônibus foi vista, em imagens da televisão estatal síria, se movendo lentamente pela árida zona rural, à medida que o grupo partia.
A ação colocará fim à presença de militantes sunitas na fronteira, uma meta importante para o Líbano e para o grupo xiita Hezbollah, e representa a primeira vez em que o EI concordou publicamente com uma retirada forçada de um território que controlava na Síria.
O EI concordou com um cessar-fogo no domingo com o Exército do Líbano em uma frente e com o Exército sírio e o Hezbollah na outra, após perder grande parte de seu enclave montanhoso que se estende pela fronteira, preparando o caminho para sua retirada.
Tanto o Hezbollah como autoridades do Líbano anunciaram a retirada como uma rendição do grupo jihadista


Fonte: G1

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

ISIS implora ao Hezbollah que os deixem fugir


Beirute, 24 ago (EFE).- Os combatentes do Estado Islâmico (EI) pediram nesta quinta-feira ao grupo xiita Hezbollah que negocie sua retirada do território libanês em direção à Síria, após serem encurralados pela ofensiva do exército do Líbano, "As negociações acontecem no lado sírio com o Hezbollah e não com o Líbano, já que os poucos jihadistas que restam estão sob pressão e querem poder ir embora para (a província síria de) Deir ez-Zor", acrescentou a fonte.
O Hezbollah, que tem representantes no governo libanês, enviou combatentes à Síria, onde lutam junto às tropas do governo sírio contra o EI e outros grupos, em uma ofensiva lançada no último sábado, em paralelo à anunciada pelo Líbano, na região de Al Qalamoun Ocidental, na fronteira entre os dois países
Antes da operação militar, o EI controlava uma área de 120 quilômetros quadrados em Ras Baalbek e Al Qaa, no nordeste do Líbano, embora o exército libanês tenha anunciado há dois dias que conseguiram recuperar 100 desses 120 quilômetros
Ontem, o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, que visitou as zonas montanhosas de Ras Baalbek e Al Qaa (de maioria cristã), anunciou que a vitória do Líbano contra o EI está "próxima"
A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que o "exército não fez sua investida final porque a área mantida pelo EI é controversa, pois a Síria e o Líbano a exigem e os mapas nas suas posições não coincidem"
O exército afirmou ontem que "não haverá cessar-fogo contra os grupos terroristas até a sua derrota total".
Fonte: UOL

terça-feira, 22 de agosto de 2017

2 americanos são presos por serem agentes do Hezbollah


Os homens viajaram repetidamente para o Líbano há anos, levando vida dupla como americanos e agentes para o Hezbollah, de acordo com oficiais da lei norte-americana.
Ali Kourani, 32, do Bronx, Nova York e Samer el Debek, 37, de Dearborn, foram presos e acusados na semana passada pelo Departamento de Justiça com material do Hezbollah.
Os detalhes das acusações contra eles foram revelados em denúncias criminais divulgadas na corte federal de Manhattan na quinta-feira.
O Hezbollah, que tem raízes no Líbano, é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos. A ala IJO do grupo é "responsável pelo planejamento, preparação e execução de inteligência, contrainteligência e atividades", disseram autoridades.
Kourani, que veio aos Estados Unidos em 2003 com um passaporte libanês e se tornou cidadão em 2009, é acusado de estar em contato com o Hezbollah entre 2002 e 2015, e de participar de um "campo de treinamento" de Hezbollah de 45 dias no Líbano.
De acordo com a denúncia criminal contra ele, Kourani descreveu seu papel com o IJO como "dorminhoco". Esses agentes secretos deveriam "manter vidas ostensivamente normais, mas poderiam ser ativadas e encarregadas de realizar operações IJO", afirmou a denúncia.
Kourani era estudante nos Estados Unidos e recebeu um bacharelado em engenharia biomédica em 2009, ano após ele ser recrutado oficialmente pelo Hezbollah, disseram autoridades.
Para o IJO, Kourani procurou fornecedores de armas nos Estados Unidos para apoiar as operações do IJO, reuniu informações sobre operações de segurança nos aeroportos de Nova York e fiscalizou inúmeros edifícios militares e policiais dos Estados Unidos em Manhattan e Brooklyn, afirmou a denúncia.
Kourani viajou entre os Estados Unidos e o Líbano quase uma vez por ano, e em 2011, ele participou de treinamento militar no Líbano, afirmou a denúncia.
El Debek, também naturalizado cidadão dos EUA, foi recrutado pelo Hezbollah no final de 2007 ou no início de 2008, de acordo com o Departamento de Justiça, que disse que realizou múltiplas operações secretas no Panamá e na Tailândia, mas sua base principal continuou sendo os Estados Unidos.
El Debek viajou para o Panamá duas vezes para o Hezbollah, uma vez em 2011 e novamente em 2012, disseram autoridades. Em sua primeira viagem, ele localizou as embaixadas dos EUA e Israel, reuniu informações sobre os procedimentos de segurança no Canal do Panamá e na Embaixada de Israel e lojas de ferragens localizadas onde material explosivo poderia ser comprado, de acordo com o Departamento de Justiça.
Na segunda viagem, ele se concentrou no Canal do Panamá, encontrando áreas de fraqueza em sua construção e tentando descobrir o quão perto alguém poderia chegar aos navios passando por ele, disse o Departamento de Justiça.
Entre 2008 e 2014, o Debek viajou dos Estados Unidos para o Líbano para receber treinamento militar do Hezbollah várias vezes, e ele foi treinado extensivamente na "criação e manipulação de explosivos e dispositivos explosivos", disse o Departamento de Justiça.
El Debek foi treinado para fazer minas terrestres e outros explosivos, disseram autoridades. Parte desse treinamento ensinou-lhe como "reunir muitos dos produtos químicos necessários para criar um dispositivo explosivo", um número de quais estavam prontamente disponíveis em lojas de ferragens, disse a denúncia.
Kourani foi acusado por oito crimes e el Debek foi acusado de sete. As acusações contra ambos os homens incluem o fornecimento, tentativa e conspiração para fornecer apoio material ao Hezbollah. Contas múltiplas têm pena de até 20 anos de prisão.
A CNN alcançou os advogados de El Debek e Kourani, mas não recebeu uma resposta.
Fonte: CNN News

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Hezbollah: A oposição síria começa a aceitar que Assad não vai cair


O líder do movimento libanês Hezbollah afirmou, este domingo(13), que os líderes políticos internacionais começam a aceitar que o governo sírio do presidente Bashar al-Assad sobreviveu. Hassan Nasrallah falava durante as celebrações dos 11 anos passados sobre o fim da guerra contra Israel:
“O mundo já percebeu que o regime sírio está cá para ficar, o exército sírio, o Estado sírio e as suas instituições estão cá para ficar. A oposição está dizendo entre quatro paredes que é preciso aceitar que o presidente Bashar al-Assad não vai a lugar nenhum”, afirmou Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.
No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, disse que o Hezbollah é uma “ameaça” para o povo libanês e toda a região. Nasrallah responde que a administração Trump não tem como prejudicá-lo.
Fonte: EURONEWS

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Atividade do Hezbollah na América Latina é uma ameaça, afirma EUA


Relações com o grupo seriam mais intensas na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai
Um relatório da FDD (Fundação para Defesa das Democracias, em tradução livre) mostrou atividades do Hezbollah na América Latina. Esses contatos seriam "uma ameaça à segurança nacional que os EUA não podem ignorar", de acordo com informações do site The Hill.
Ainda segundo a publicação do instituto norte-americano de política externa, atividades ilícitas feitas por pessoas que mantém relações com o grupo seriam mais intensas na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
O Hezbollah é um grupo político islâmico com uma ativa ala militante, definida como terrorista por Israel e EUA. Sua base são as áreas xiitas do Líbano, que incluem partes de Beirute, o sul do país e o Vale de Bekaa. O grupo mantém ainda células na Europa, África, América do Sul e América do Norte.
E atoa na guerra da Síria, lutando contra o grupo Estado Islâmico, e vem sendo de grande ajuda na luta contra o terrorismo.  
O maior alvo do grupo é Israel. Mas o Hezbollah também ataca alvos ocidentais. Entre os maiores atentados que fez estão o caminhão-bomba que matou mais de 200 marines americanos no quartel de Beirute em 1983, o sequestro de um avião em 1985 e a bomba na embaixada israelense em Buenos Aires em 1992.
O Senado americano foi alertado, no mês passado, sobre as atividades do Hezbollah na América Latina, inclusive no Brasil. Um relatório da Foundation for Defense of Democracies lista personagens que mantém contato com o grupo terrorista, principalmente a partir da tríplice fronteira, no Sul.
Um dos acusados pelo relatório é Sobhi Mahmoud Fayad, que chegou a ser preso no Paraguai por evasão de divisas e é alvo das sanções americanas, mas segue viajando para o Oriente Médio, como pode ser visto em seu registro no Facebook.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Exército sírio e Hezbollah lutam juntos em direção à Deir Ezzor



As Forças Armadas da Síria retomaram suas operações de campo perto dos campos de gás estratégicos de Arak, na região leste da província de Homs neste sábado, visando as defesas do Estado islâmico (ISIS) de vários eixos.
Com o apoio do Hezbollah e da Liwaa Fatemiyoun, o Exército sírio atacou as posições do Estado islâmico no pequeno topo da montanha de Jabal Tadmuriyah, resultando em uma série de confrontos que duraram por várias horas hoje.
De acordo com a 11ª Divisão de tanques, o SAA e seus aliados libertaram Jabal Tadmuriyah, enquanto também capturavam Sid Arak e Hafnah Wells, que estão localizados perto dos campos de gás de Arak.
Com este último avanço, o Exército sírio está perto de estabelecer o controle de fogo sobre os Campos de Gás de Arak, o que acabará por resultar na retirada completa do Estado Islâmico da área devido às suas defesas expostas. 
Fonte: AMN

sábado, 13 de maio de 2017

Hezbollah prevê ofensiva em território de Israel, anuncia Nasrallah

Marcha do Exército do Hezbollah
Combates entre as forças do Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel podem ocorrer em território do estado judeu, avisou o líder do Hezbollah nesta quinta-feira(11).
"Desmantelamos nossas bases lá", disse o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, à uma emissora de TV em Beirute. Em vez disso, assegurar a fronteira será agora a "responsabilidade do Estado" do Líbano.
As declarações de Nasrallah foram feitas horas depois do Hezbollah ter desativado postos militares na fronteira entre Líbano e Síria. "Não há necessidade [dessas bases do Hezbollah]", disse Nasrallah, na fronteira oriental libanesa.
Esses recursos militares podem agora ser direcionados para o combate contra as Forças de Defesa de Israel, de acordo com o aviso de Nasrallah. "Israel tem ameaçado há 10 anos abrir uma frente contra o Hezbollah, mas não fez nada", disse ele na quinta-feira.
"Israel tem medo de qualquer confronto, porque o mesmo poderia acontecer dentro das fronteiras do seu território", disse o chefe do Hezbollah.
O Hezbollah, estabelecido na década de 1980, aliou-se ao exército do governo sírio para combater grupos terroristas como Daesh.
Após a experiência de combate adquirida durante a guerra civil síria, Israel passou a considerar o grupo como um exército e não mais como uma simples organização guerrilheira, de acordo com um relatório do jornal Haaretz. Israel não aceitará as ameaças de Nasrallah, escreveu o jornal israelense, acrescentando que uma nova ofensiva poderia comprometer a Galileia em Israel, bem como outras partes do norte de Israel.
Uma incursão vitoriosa contra as posições israelenses seria um grande "golpe" psicológico para Israel, acrescentou o artigo do Haaretz.
Fonte: Sputnik News


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Força Aérea Israelense ataca bases do Hezbollah em Palmira, na Síria


Como não bastasse as bases do Hezbollah serem atacados diariamente por terrorista e conseguindo repelir todo tipo de avanço do inimigo na última sexta-feira, 17 de março, a Força Aérea Israelense lançou uma ofensiva contra alvos do Hezbollah, na cidade antiga de Palmyra, na Síria. Desde o início da guerra na Síria, há seis anos, Israel tem evitado se envolver no conflito e, embora já tenha desencadeado outras ações contra o vizinho árabe, principalmente nas Colinas de Golã, este foi o confronto mais sério entre os dois países e o primeiro ataque em relação ao qual Israel assumiu a responsabilidade. De acordo com o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a operação teve como objetivo destruir as armas com destino ao Hezbollah. Segundo o Ministro de Defesa Israelense, Avigdor Lieberman, durante as ofensivas, ficou confirmada a presença de armamentos sofisticados destinados aos insurgentes libaneses. O ato provocou uma resposta antiaérea por parte das Forças de Defesa da Síria que chegaram a afirmar que teriam abatido um avião israelense, mas Israel negou esta informação, ao mesmo tempo que as suas autoridades declararam que a segurança tanto da sociedade civil quanto da aviação não foram ameaçadas em nenhum momento. Os meios de comunicação de Israel também informaram que um “míssil foi interceptado ao norte de Jerusalém pelo sistema de defesa antimísseis Arrow”.
O acontecimento, que não está relacionado unicamente com a Síria, produziu efeitos que colocam o Líbano em rota de colisão com os israelenses. Na sequência deste episódio, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, acusou Israel de estar apoiando o Estado Islâmico por meio de ataques aéreos e que aquele país sempre encontra um motivo para intervir no conflito. A relação entre Israel, o Líbano e a Síria é delicada, pelo que um acontecimento desta natureza gera tensões entre os três antigos rivais e colocam em alerta o Irã, principal parceiro de Bashar al-Assad e do Hezbollah que, em caso de necessidade, não negará apoio militar aos seus aliados contra um inimigo comum. A apreensão em torno do ocorrido reside, nomeadamente, no modo em como a situação irá se desenvolver no futuro. Para Lieberman, “Israel não hesitará em destruir” o sistema de defesa aéreo da Síria se o país vizinho disparar mísseis contra as aeronaves israelenses. No entanto, a Rússia, outra aliada da Síria, enviou uma mensagem para Estado israelense alertando que “as regras do jogo mudaram na Síria e a sua liberdade de ação nos céus sírios acabou”. O Embaixador de Israel na Rússia, Gary Koren, foi convocado pelo Ministério da Relações Exteriores russo para uma conversa com o Vice-Ministro, das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov.
As circunstâncias que, no primeiro momento, envolveram diretamente Israel, a Síria e, por extensão, o Líbano uma vez que o Hezbollah é um Estado dentro de um Estado, já ultrapassaram as fronteiras do Oriente Médio. A mediação diplomática, neste momento, será a via mais adequada, pois a hostilidade entre Israel e o Hezbollah é um rastilho de pólvora que ameaça desestabilizar ainda mais a região. O último evento revela algumas alianças formadas a partir da Síria evidenciando como alguns países e as organizações paramilitares estão interligadas e de que modo são capazes de desencadear uma conflagração que se estende para além do seu epicentro, que é a Síria. Neste contexto, a resolução imediata pela via diplomática é fundamental para a Síria e Israel, mas também para o Líbano, para evitar um possível confronto entre o Hezbollah e os israelenses, cujas consequências serão devastadoras para as duas populações mas, principalmente, para a libanesa, uma vez que, segundo informações, a infraestrutura do Hezbollah está dispersa por áreas civis e todas serão consideradas como alvos militares por Israel.
FONTE: CEIRI NewSpaper

quarta-feira, 29 de março de 2017

Nasrallah: A ONU é fraca por retirar as críticas a Israel

Líder do Hezbollah, Nasrallah. 

O líder do movimento libanês Hezbollah chamou a Organização das Nações Unidas (ONU) de "fraca", depois da retirada de um relatório acusando Israel de impor "regime similar ao do apartheid" aos palestinos; uma oficial-sênior da ONU renunciou depois que o secretário-geral pediu que ela removesse da internet o relatório, publicado pela Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental; líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse em um discurso na televisão que o incidente serviu como um lembrete da "verdade sobre essa organização, que é fraca... e sucumbe à vontade dos Estados Unidos e de Israel"
O líder do movimento libanês Hezbollah chamou a Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado como "fraca", depois da retirada de um relatório acusando Israel de impor "regime similar ao do apartheid" aos palestinos.
Uma oficial-sênior da ONU renunciou, na sexta-feira, depois que o secretário-geral pediu que ela removesse da internet o relatório, publicado pela Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental.
A sub-secretária-geral da ONU e secretária-executiva da comissão, Rima Khalaf, disse que estava saindo depois de "poderosos estados membro" pressionarem a entidade mundial e seus chefes com "ataques perversos e ameaças".
O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse em um discurso na televisão que o incidente serviu como um lembrete da "verdade sobre essa organização, que é fraca... e sucumbe à vontade dos Estados Unidos e de Israel".
A ONU é "incapaz de assumir uma posição" e o que aconteceu com o relatório provou que não se pode contar com ela para "defender direitos humanos em nossa região", disse.
Hanan Ashrawi, membro do comitê executivo da Organização pela Libertação da Palestina, também criticou a decisão e pediu que o relatório fosse reintegrado.
Fonte: Jornal Brasil247

terça-feira, 14 de março de 2017

Hezbollah diz que intervenção saudita no Iêmen é um fracasso


Em entrevista à emissora síria "Al Ijbaryia", divulgada hoje, líder disse que os sauditas "fracassaram, de forma contundente, em mudar a situação" no Iêmen
O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou nesta terça-feira que a intervenção da Arábia Saudita no Iêmen está fracassando e que o pacto nuclear de Teerã com o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia, mais Alemanha) reforçará o papel do Irã na região
E destacou que o maior temor de Riad e outros estados sunitas do Oriente Médio está ocorrendo: o fortalecimento da influência iraniana.
O Hezbollah, aliado do Irã, rejeita a intervenção militar árabe – liderada pela Arábia Saudita – contra os rebeldes houthis no Iêmen, que contam com o respaldo de Teerã.
“O acordo reforçará a posição dos aliados do Irã, especialmente a resistência palestina”, declarou o líder do grupo xiita, rebatendo também as críticas feitas por Israel e pela Arábia Saudita ao pacto firmado entre o Irã e o Grupo 5+1.
Nasrallah destacou que o acordo, que ainda não é definitivo, terá repercussões na região. Segundo ele, a primeira consequência já ocorreu: uma redução da possibilidade de uma guerra regional e, inclusive, com chances de se tornar mundial.
Na entrevista, o líder do Hezbollah falou também sobre o conflito na Síria, onde milicianos do grupo lutam ao lado das tropas leais ao governo de Bashar al Assad.
A guerra contra a Síria fracassou. Não alcançou seus objetivos porque existe um governo soberano que continua controlando a capital e as principais cidades”, afirmou Hassan Nasrallah, minimizando o controle do Estado Islâmico (EI) sobre algumas regiões do país.
A guerra na Síria e a atual crise no Iêmen exacerbaram a divisão entre os sunitas e os xiitas na região, com a Arábia Saudita e o Irã como líderes dos dois grupos religiosos, respectivamente..

Rei saudita cancela visita ao Líbano após pronunciamento do presidente sobre o Hezbollah



No último 6 de março de 2017, o Rei saudita, Salman Bin Abdul Aziz Al Saud, cancelou sua visita programada ao Líbano, em virtude de declarações feitas pelo Presidente libanês, Michel Aoun, com respeito ao Hezbollah. Em fevereiro, Aoun fez referência às armas do grupo como complementares as do Exército nacional do país e apoiou o direito da milícia de possuir armas ao lado das Forças Armadas Libanesas (LAF, na sigla em inglês).
O reforço de Aoun ao seu já antigo apoio ao Hezbollah eleva a preocupação dos sauditas, que se opõem ao partido e ao seu envolvimento na guerra síria. O Hezbollah é um feroz crítico da campanha militar do Conselho Cooperativo do Golfo, liderado pela Arábia Saudita, contra os houthis no Yemen, além de acusar o país de financiar grupos jihadistas na Síria. No último mês (fevereiro), Nasrallah também acusou alguns países árabes do Golfo de normalizarem secretamente suas relações com Israel.
O Monarca saudita teria decidido cancelar sua viagem ao Líbano depois de perceber que a eleição de Aoun “não foi capaz de conter o chefe do Hezbollah”, Hassan Nasrallah, que recentemente renovou suas críticas ao seu Reino. Conforme reportaram os jornais libaneses Kataeb e An-Nahar, o ressentimento saudita foi exacerbado pela proposta oficial libanesa de levantar a suspensão do regime sírio da Liga Árabe.
De acordo com o reportado pelo Naharnet, o Rei tinha planos de visitar o Líbano em março para “interpretar o desejo da liderança saudita em ajudar o Estado libanês e encorajá-lo a cumprir com suas obrigações árabes e internacionais e saudar o acordo que acabou com o vácuo presidencial”, graças a eleição de Michel Aoun. Fontes sauditas disseram que a visita deveria dar ao Líbano “um forte impulso moral e político do Reino e dos Estados do Golfo e abrir as portas para o regresso incondicional dos turistas árabes e do Golfo a Beirute, acompanhado de um apoio econômico tangível para o Estado libanês”, informou o Gulf News.
Semanas antes da vinda de Salman Bin Abdul Aziz Al Saud, em entrevista a CBC do Egito, durante sua visita ao Cairo, em 12 de fevereiro de 2017, Aoun afirmou que “enquanto Israel continuar a ocupar terras, cobiçando inclusive recursos naturais libaneses, e o exército libanês não for forte o suficiente para resistir ao país, sentimos a necessidade de ter o exército de resistência como complemento das ações do exército libanês”. Segundo o presidente Aoun, se não fosse pela pressão da resistência, Israel não teria se retirado da maior parte do território libanês, escreveu o Al-Manar.
Ele disse ainda que “os braços da resistência não são contrários ao projeto do Estado; caso contrário, não teríamos tolerado. É uma parte essencial da defesa do Líbano”. Conforme reportou o Al-Monitor, a declaração de Aoun provocou fortes reações por parte das Nações Unidas, da Coalizão oposicionista “14 de Março” e do “Movimento Futuro”, liderado pelo primeiro-ministro libanês Saad Hariri. A oposição acredita que as atividades do grupo, apoiadas pelo Irã, contribuem para a desestabilização da região.
Conforme aponta Haytham Mouzahem, do Al Monitor, o discurso representaria importantes mudanças nas orientações de Aoun, que também convocou o presidente sírio Bashar al-Assad, em 3 de fevereiro, para a reconciliação, pois ele representa legitimidade na Síria e o combate ao terrorismo, além da necessidade do regresso dos refugiados sírios atualmente no país.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Rússia exige que Israel prove transferência de armas russas ao Hezbollah


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a Tel Aviv que apresente provas de que armas russas entregues à Síria chegaram ao Hezbollah, no Líbano, tal como afirma Israel.
"Temos que olhar para fatos concretos. Quando dizem (os nossos colegas de Israel) que as armas que a Rússia fornece à Síria caem nas mãos do Hezbollah no Líbano e que eles as vão usar para atacar Israel, nós sempre respondemos que somos categoricamente contra a violação das condições de nossos contratos", declarou o ministro do Exterior russo em uma entrevista para o canal NTV.
Ele explicou que esses contratos proíbem que o país destinatário entregue as armas a terceiras partes, por isso Moscou exige provas concretas.
Voltando ao assunto da Síria, Sergei Lavrov frisou que é muito importante que os EUA compreendam com quem e contra quem eles estão lutando.
"[…] Se para o presidente Donald Trump a maior prioridade no palco internacional é a luta contra o terrorismo, então é necessário reconhecer que, por exemplo, na Síria quem luta em primeiro lugar contra o Daesh é o exército sírio com apoio da Força Aeroespacial russa. Mas vários outros destacamentos, inclusive o Hezbollah apoiado pelo Irã, também participam desta luta", explicou Lavrov.
O chanceler russo sublinhou que sabe da deterioração de relações entre EUA e Irã depois da tomada de posse de Donald Trump. Entretanto, Lavrov acredita que ainda é muito cedo excluir o Irã da coalizão antiterrorista.
Se há suspeitas [de que o Irã apoia terroristas], vamos analisa-las, mas assim, sem provas, excluir simplesmente o Irã da coalizão antiterrorista não é pragmático", disse chanceler o russo.
Ele também informou que Irã, Turquia e Rússia acordaram os detalhes do monitoramento do regime de cessar-fogo na Síria, e que em breve vão ser implementados os mecanismos da regulação elaborados no âmbito da colaboração trilateral.
O chanceler russo assinalou que a Rússia está preparando mais um encontro entre o governo sírio e a oposição armada.
Fonte: Sputnik

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Israel ataca marcha palestina contra fechamento de uma igreja



Israel ataca marcha palestina contra a confiscação de uma igreja
Militares israelenses atacaram no último sábado(6) manifestantes palestinos que protestavam contra a confiscação de uma igreja, os soldados deixaram ativistas feridos.
Enquanto isso, dezenas de palestinos se reuniram pacificamente no sul da Cisjordânia (que é ocupada por Israel), a fim de condenar os planos de Israel de construir assentamentos nas imediações da igreja Bayt al-Baraka. 
Segundo Israel o motivo do "ataque" foi por causa que os manifestantes ultrapassam limite imposto pelos soldados.  
A igreja mencionada situa-se no campo de refugiados do norte de Al-Arroub, entre as cidades de Al-Khalil (Hebron) e Beit Lahm (Belém).
Fonte: Hispan TV.

domingo, 31 de julho de 2016

Nasrallah: A mente dos sauditas é a mesma que a do DAESH e Al-Nusra.

Hassan Nasrallah, líder geral do Hezbollah

Líder geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, descreveu a situação atual dos governos árabes como "o pior momento dos últimos cem anos", referindo-se a fraca posição árabe sobre a relação da Palestina e outras questões importantes para do Oriente e das nações árabes.
Em um evento popular em homenagem a um líder da Resistência libanesa Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que a Arábia Saudita tem relações secretas com os inimigos sionistas e com isso apoia o caos entre os árabes sem receber nada em troca, assim matando seus irmãos palestinos e árabes.
A prova disso é que fez o regime saudita apoiar e legalizar a ocupação da Palestina.
Hassan Nasrallah ainda disse que mesmo com poucas uniões irá manter a posição e não vai mudar: "a ocupação da Palestina deve ser condenada ".
O regime saudita "abre uma porta larga" com a entidade sionista, ao alimentar todas as guerras na região e rejeita qualquer diálogo no Iêmen, Bahrein e Síria, nega negociações com o Irã, disse Nasrallah, que acrescentou que "os governantes(sauditas) são iguais aos grupos terroristas "Daesh" e Frente al-Nusra, usem nomes diferentes.
Hassan Nasrallah aconselhou que Al Saud(casa real no poder na Arábia Saudita) deve aproveitar a oportunidade e iniciar um diálogo para acabar com as várias crises na região, ou de outra forma, se eles insistem nesse plano devastador "serão derrotados".

terça-feira, 14 de junho de 2016

Saiba a diferença entre Hezbollah, ISIS e Al-Qaeda




  Todos os dias vemos pessoas igualando todos os grupos considerados "terroristas" pelo Ocidente, pois poucos sabem a diferença entre eles e os motivos que levaram a tais serem considerados terroristas. É importante ressaltar que, cada um tem diferentes objetivos, lideres e fé. Essa postagem foi feita para mostrar os pontos reais, assim, em uma leitura simples passarmos para o leitor a diferença de cada. 
 Para compreendermos bema diferença entre Hezbollah, ISIS e Al Qaeda, começo relatando a história de um iraquiano nascido nos EUA suspeito de ser membro de grupos radicais, porém quando foi interrogado pelo FBI, dizia ser integrante tanto da Al Qaeda como do Hezbollah. Algo completamente impossível. Afinal, como sabermos estas duas organizações são inimigas uma da outra e estão em guerra na Síria. A Al Qaeda, conhecida como Frente al-Nusra no país, é um grupo rebelde contra o governo de Assad, já o Hezbollah luta ao lado do governo de Bashar al Assad.

Para completar, o Hezbollah é uma organização libanesa composta quase que unicamente por muçulmanos xiitas, mas há cristãos. Dentro do Líbano, tem uma aliança política, com as principais divisões  políticas cristãs. Não há praticamente nenhum membro do Hezbollah que não seja libanês. Historicamente, esta organização tinha como principal inimigo Israel, graças a invasão israelense ao Líbano. Hoje seus principais adversários são a "Al Qaeda" e o Estado Islâmico. 

Já a Al Qaeda é uma organização global. Seus membros são todos seguidores de uma vertente extremista do islamismo sunita conhecida como wahabbismo. No passado, os EUA eram considerados seus maiores inimigos. Ainda são "inimigos", mas em uma proporção menor do que o Irã, o regime de Assad e o Hezbollah, que se tornaram seus principais adversários.


Sobre o Estado Islâmico, quando Mateen foi interrogado, não dominava praticamente nenhum território dentro da Síria. Como sabemos, o ISIS tem origem no Iraque. Mas seus líderes romperam com a rede terrorista de Bin Laden e hoje são "rivais". Dentro da Síria, há combates do ISIS contra a Al Qaeda. Os membros do ISIS são de diferentes partes do mundo, incluindo o Ocidente, e controlam áreas da Síria, Iraque, Líbia e Iêmen embora tenham perdido quase metade deste território no último ano para a coalizão liderada pela Rússia, junto ao Hezbollah e as forças sírias. Alguns chamam a atenção para o fato de o pai de Mateen ser simpatizante do Taleban. Parece ser, embora o pai dele dê fortes indicações de ser biruta. De qualquer maneira, o Taleban está em guerra contra o ISIS no Afeganistão. Não são aliados. São inimigos. E o Taleban afegão é um grupo local, sem agenda global, como a Al Qaeda e o ISIS. Seus membros são afegão. Assim como o ISIS e a Al Qaeda, segue vertente radical do islamismo sunita. 

Para facilitara leitura, resumi as diferenças em tópicos simples, facilmente entendidos:

. O ISIS é inimigo do Hezbollah, da Al Qaeda e do Taleban.


. A Al Qaeda(segundo a ''teoria'') é inimiga do ISIS e do Hezbollah

. O Hezbollah é aliado do Irã e da Síria de Assad. O Taleban, ISIS e Al Qaeda são inimigos do Irã e de Assad

. ISIS, al-Qaeda, são grupos radicais islâmicos, que matam cristãos dentro dos territórios controlados por eles. Já o Hezbollah, mesmo tendo sua maioria islâmica, vive em harmonia com cristãos, que junto a eles combatem os radicais.  

  Todos segundo a "teoria" são inimigos dos EUA, embora os americanos junto a outros países financiam grupos terroristas para assim destruir governos legítimos que se opõe a tais, como o governo líbio(que hoje já está derrubado) e o governo sírio, que ainda está em conflito, o Hezbollah conteve a invasão israelense no Líbano, assim defendendo a sua pátria, infelizmente a Palestina não conseguiu e hoje sentem diariamente as consequências dessa invasão, mulheres, crianças e idosos mortos por soldados israelenses que lá andam livremente. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

19 motivos para Bashar al-Assad continuar no poder


Bashar al-Assad recebendo apoio popular

1. Na Síria não há nenhum Banco Central Rothschild.
2. A Síria proibiu os alimentos geneticamente modificados o cultivo e a importação dos mesmos.
3. A Síria é o único país árabe que não tem dívidas para com o FMI-Fundo Monetário Internacional, com o Banco Mundial ou qualquer outra pessoa ou entidade. (Já na oposição, no lado anti-Assad já existe uma grande dívida, pois os grupos de oposição constantemente pedem empréstimos e armamento para o estrangeiro, assim criando uma dívida que será cobrada com o petróleo e as riquezas da Síria se caso Bashar al-Assad cair) 
4. A família Assad pertence à orientação Alawi do Islão, e mesmo sendo minoria dentro do Islão, mostrou ser justo e fraterno com todas as religiões, assim, visando os benefícios para o povo e não subdividindo por religião. Bashar apoia e tem o apoio dos cristãos, já reformou dezenas de igrejas.
5. As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens tanto para estudar, como na saúde e na educação.
6. Na Síria, as mulheres não são obrigados a usar a burka. A Xária (lei islâmica) é inconstitucional.
7. A Síria é o único país árabe com uma Constituição secular e não tolera movimentos extremistas islâmicos.
8. Cerca de 10% da população síria pertence a uma das muitas denominações cristãs sempre presentes na vida política e social.
9. Em outros países árabes, a população cristã é inferior a 1%, devido ao assédio sofrido.
10. A Síria é o único país mediterrânico que ainda detém a empresa de petróleo, que não queriam privatizar.
11. A Síria tem uma abertura para a sociedade da cultura ocidental como nenhum outro país árabe.
12. Ao longo da história cinco papas eram de origem síria. A tolerância religiosa é única na área.
13. Antes da Conspiração Mundial, a Síria foi o único país na zona, sem guerras e conflitos internos.
14.Siria é o único país que reconheceu os refugiados iraquianos, sem qualquer discriminação social, política ou religiosa.
15. Bashar Al Assad tem uma aprovação extremamente popular.
16. Sabias que a Síria tem reservas de petróleo de 2.500 milhões de barris, cuja exploração está reservada para as empresas estatais?
17. Síria se opõe ao sionismo e ao criminoso apartheid israelita.
18. As pessoas estão bem informadas e muitas vezes falam e discutem sobre o estabelecimento da Nova Ordem Mundial.
19. A Síria é o último obstáculo para a escravidão da humanidade e da criação do Estado Talmúdico da Grande Israel.


Talvez com esses fatos vejam que a guerra tanto na Síria, na Líbia, Iraque e no mundo, foi e continua tendo como finalidade interesses econômicos para assim se manter no poder de todos os povos.
E aos que apoiam a "oposição" Síria saiba que se existe algum líder sanguinário e possessivo por poder, são seus líderes, EUA, Israel, Qatar, Arabia Saudita, Turquia e outros.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Como os EUA criou o Estado Islâmico e se recusa a combate-lo



Os Estados Unidos se recusaram a ajudar o governo da Síria a combater grupos radicais islâmicos como a Al-Qaeda e o ISIS (Exército Islâmico do Iraque e da Síria, que recentemente mudou de nome para Estado Islâmico). Além disso, segundo revelações feitas pelo site Wikileaks, o governo norte-americano armou grupos como o ISIS. Os quase 3 mil documentos sobre essa questão foram vazados pelo site dirigido por Julian Assange na última sexta-feira (08/08).
Em 18 de fevereiro de 2010, o chefe da inteligência síria, general Ali Mamlouk, apareceu de surpresa em uma reunião entre diplomatas norte-americanos e Faisal a-Miqad, vice-ministro das relações exteriores da Síria. A visita de Mamlouk foi uma decisão pessoal de Bashar al-Assad, presidente sírio, em mostrar empenho no combate ao terrorismo e aos grupos radicais islâmicos no Oriente Médio, assinala o documento.
Neste encontro com Daniel Benjamin, coordenador das ações de contra-terrorismo dos EUA, “o general Mamlouk enfatizou a ligação entre a melhoria das relações EUA-Síria e a cooperação nas áreas de inteligência e segurança”, afirmam os diplomatas norte-americanos em telegrama destinado à CIA, ao Departamento de Estado e às embaixadas dos EUA em Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Inglaterra.
Para Miqad e Mamlouk, essa estratégia passava por três pontos: com o apoio dos EUA, a Síria deveria ter maior papel na região, a política seria um aspecto fundamental para ações de cooperação contra o terrorismo e a população síria deveria ser convencida dessa estratégia com a suspensão dos embargos econômicos contra o país. Para Imad Mustapha, embaixador sírio em Washington, “os EUA deveriam retirar a Síria da lista negra”. Nas palavras de George W. Bush, o país fazia parte do “eixo do mal”, junto com Coreia do Norte e Afeganistão.
Apesar da discordância entre EUA e Síria quanto ao apoio de Assad a grupos como Hezbollah e Hamas, os dois países concordavam quanto à necessidade de interromper o fluxo de guerrilheiros estrangeiros para o Iraque e impedir a proliferação de grupos radicais, como a Al-Qaeda, o ISIS e o Junjalat, uma facção palestina com a mesma orientação política. Para Benjamin, as armas chegavam ao Iraque e ao Líbano contrabandeadas pelo território sírio.
Mamlouk reforçou a “experiência síria em combater grupos terorristas”. “Nós não ficamos na teoria, tomamos atitudes práticas”, foram as palavras do chefe de inteligência de Assad. Segundo o general, o governo sírio não mata ou ataca imediatamente esses grupos. “Primeiro, nós nos infiltramos nessas organizações e entendemos o funcionamento delas”. De acordo com Damasco, “essa complexa estratégia impediu centenas de terroristas de entrarem no Iraque”.
Guerra do Iraque e surgimento do Estado Islâmico
No entanto, apesar de afirmarem cooperar com a Síria para combater o terrorismo, os EUA também trabalharam para armar os opositores sírios e isso causaria um problema maior na região: a criação do atual Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico Guardian, grande parte do armamento utilizado pelo ISIS (antigo nome do Estado Islâmico) veio de grupos armados pelos EUA e cooptados por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Califado Islâmico, que hoje controla territórios na Síria e no Iraque.
Armados pelos EUA, militantes do Estado Islâmico conseguiram lutar em cinco frentes concomitantemente
Apesar da discordância entre EUA e Síria quanto ao apoio de Assad a grupos como Hezbollah e Hamas, os dois países concordavam quanto à necessidade de interromper o fluxo de guerrilheiros estrangeiros para o Iraque e impedir a proliferação de grupos radicais, como a Al-Qaeda, o ISIS e o Junjalat, uma facção palestina com a mesma orientação política. Para Benjamin, as armas chegavam ao Iraque e ao Líbano contrabandeadas pelo território sírio.
Mamlouk reforçou a “experiência síria em combater grupos terorristas”. “Nós não ficamos na teoria, tomamos atitudes práticas”, foram as palavras do chefe de inteligência de Assad. Segundo o general, o governo sírio não mata ou ataca imediatamente esses grupos. “Primeiro, nós nos infiltramos nessas organizações e entendemos o funcionamento delas”. De acordo com Damasco, “essa complexa estratégia impediu centenas de terroristas de entrarem no Iraque”.
Guerra do Iraque e surgimento do Estado Islâmico
No entanto, apesar de afirmarem cooperar com a Síria para combater o terrorismo, os EUA também trabalharam para armar os opositores sírios e isso causaria um problema maior na região: a criação do atual Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico Guardian, grande parte do armamento utilizado pelo ISIS (antigo nome do Estado Islâmico) veio de grupos armados pelos EUA e cooptados por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Califado Islâmico, que hoje controla territórios na Síria e no Iraque.
Economista francês, Thomas Piketty vive dia de celebridade na USP
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Saddam al-Jammal, líder do Exército de Libertação da Síria, outro grupo anti-Assad, também jurou lealdade ao Estado Islâmico desde novembro de 2013. Para garantir tal apoio, o ISIS mudou a sua estratégia de controle: dava autonomia a essas autoridades locais em vez de controlar diretamente a governança das cidades. Como resultado, o ISIS se expandiu e conseguiu lutar em cinco frentes: contra o governo e os opositores sírios, contra o governo iraquiano, contra o Exército libanês e milícias curdas.
O armamento começou a ser enviado para os opositores sírios em setembro de 2013. Na época, analistas davam o ISIS como terminado e a alegação para fortalecer esses grupos era a de que o governo Assad havia usado armas químicas. Para enviar as armas, o governo Obama usou bases clandestinas na Jordânia e na Turquia. Aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Catar, também forneceram ajuda financeira e militar.
Ironicamente, os EUA sabem inclusive a real identidade do líder do Califado. Durante um ataque à cidade iraquiana de Falluja em 2004, os norte-americanos prenderam alguns dos militantes pelos quais procuravam. Entre eles, estava um homem de 30 e poucos anos e pouco importante na organização: Ibrahim Awad Ibrahim al-Badry. 10 anos depois, ele se tornaria líder da mais radical insurgência islâmica contra o Ocidente, segundo informações de um oficial do Pentágono.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Membro do Hezbollah que salvou dezenas de vidas em Beirute


Foto: Funeral do mártir libanês Adel Termos 
 Um dia antes dos ataques de Paris, outra ação do grupo terrorista "Estado Islâmico" deixou 41 mortos e mais de 200 feridos em um bairro popular de Beirute, no Líbano. Apesar dos números, poderiam ser mais vítimas, não fosse a ação heroica de um membro do Hezbollah.
 Adel Termos, de 32 anos e membro do Hezbollah, Adel estava com a filha no mercado quando ouviu a explosão e logo percebeu que um homem com um colete de explosivos se aproximava da multidão, com pensamento lógico, viu que se tratava de um ataque terrorista ao seu país, ele não pensou duas vezes, lançou-se sobre o terrorista e o derrubou. Ao ser atacado, o terrorista acionou os explosivos.
 Adel morreu na hora, mas como um bom mártir salvou não apenas a vida de sua filha, mas também  a vida de muitas outras pessoas.

Na foto, Adel Termos.
 Adel Termos foi martirizado na quinta (12/11/2015) seu ato foi divulgada pela imprensa local, e reconhecido nacionalmente, mas só repercutiu internacionalmente dias depois pelo fato de ser um membro do Hezbollah, um movimento nacionalista libanês, mas no Ocidente é considerado "terrorista" , onde tomou esse rotulo após ter causado serias baixas no exército israelense na lutar contra a invasão israelita no país,

 "Há muitas famílias, centenas provavelmente, que devem tudo ao sacrifício dele", afirmou o médico e blogueiro libanês Elie Fares à rádio norte-americana PRI.     
 Fares compartilhou a história de Termos em seu blog para chamar a atenção para o que considera diferença de tratamento entre os ataques de Beirute e de Paris, com as seguintes palavras:
"Quando minha gente morre, nenhum país se importa a iluminar seus prédios emblemáticos com as cores de nossa bandeira", queixou-se. "A morte dele foi uma nota de rodapé no ciclo internacional de notícias, algo normal nestas partes do mundo."
 Termos foi homenageado na última sexta-feira na localidade de Tallousa.
Seu caixão foi coberto com uma bandeira do seu movimento, Hezbollah, e o cortejo fúnebre foi acompanhado por uma multidão. Dois de seus filhos levavam uma foto do pai.

Ali (à esq.) e Malak (dir.) que estava com o pai no momento,
levam a fotografia de Adel Termos durante funeral do pai