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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Estado Islâmico se rende e se retira da fronteira Líbano-Síria


Combatentes do Estado Islâmico (EI) e suas famílias começaram nesta segunda-feira (28) a deixar a área da fronteira entre o Líbano e a Síria em comboios, acompanhados pelo Exército sírio, entregando o controle de um enclave e indo para o leste da Síria após uma batalha que durou o fim de semana todo.
Uma fila de ambulâncias e ônibus foi vista, em imagens da televisão estatal síria, se movendo lentamente pela árida zona rural, à medida que o grupo partia.
A ação colocará fim à presença de militantes sunitas na fronteira, uma meta importante para o Líbano e para o grupo xiita Hezbollah, e representa a primeira vez em que o EI concordou publicamente com uma retirada forçada de um território que controlava na Síria.
O EI concordou com um cessar-fogo no domingo com o Exército do Líbano em uma frente e com o Exército sírio e o Hezbollah na outra, após perder grande parte de seu enclave montanhoso que se estende pela fronteira, preparando o caminho para sua retirada.
Tanto o Hezbollah como autoridades do Líbano anunciaram a retirada como uma rendição do grupo jihadista


Fonte: G1

terça-feira, 14 de março de 2017

Hezbollah diz que intervenção saudita no Iêmen é um fracasso


Em entrevista à emissora síria "Al Ijbaryia", divulgada hoje, líder disse que os sauditas "fracassaram, de forma contundente, em mudar a situação" no Iêmen
O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou nesta terça-feira que a intervenção da Arábia Saudita no Iêmen está fracassando e que o pacto nuclear de Teerã com o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia, mais Alemanha) reforçará o papel do Irã na região
E destacou que o maior temor de Riad e outros estados sunitas do Oriente Médio está ocorrendo: o fortalecimento da influência iraniana.
O Hezbollah, aliado do Irã, rejeita a intervenção militar árabe – liderada pela Arábia Saudita – contra os rebeldes houthis no Iêmen, que contam com o respaldo de Teerã.
“O acordo reforçará a posição dos aliados do Irã, especialmente a resistência palestina”, declarou o líder do grupo xiita, rebatendo também as críticas feitas por Israel e pela Arábia Saudita ao pacto firmado entre o Irã e o Grupo 5+1.
Nasrallah destacou que o acordo, que ainda não é definitivo, terá repercussões na região. Segundo ele, a primeira consequência já ocorreu: uma redução da possibilidade de uma guerra regional e, inclusive, com chances de se tornar mundial.
Na entrevista, o líder do Hezbollah falou também sobre o conflito na Síria, onde milicianos do grupo lutam ao lado das tropas leais ao governo de Bashar al Assad.
A guerra contra a Síria fracassou. Não alcançou seus objetivos porque existe um governo soberano que continua controlando a capital e as principais cidades”, afirmou Hassan Nasrallah, minimizando o controle do Estado Islâmico (EI) sobre algumas regiões do país.
A guerra na Síria e a atual crise no Iêmen exacerbaram a divisão entre os sunitas e os xiitas na região, com a Arábia Saudita e o Irã como líderes dos dois grupos religiosos, respectivamente..

Rei saudita cancela visita ao Líbano após pronunciamento do presidente sobre o Hezbollah



No último 6 de março de 2017, o Rei saudita, Salman Bin Abdul Aziz Al Saud, cancelou sua visita programada ao Líbano, em virtude de declarações feitas pelo Presidente libanês, Michel Aoun, com respeito ao Hezbollah. Em fevereiro, Aoun fez referência às armas do grupo como complementares as do Exército nacional do país e apoiou o direito da milícia de possuir armas ao lado das Forças Armadas Libanesas (LAF, na sigla em inglês).
O reforço de Aoun ao seu já antigo apoio ao Hezbollah eleva a preocupação dos sauditas, que se opõem ao partido e ao seu envolvimento na guerra síria. O Hezbollah é um feroz crítico da campanha militar do Conselho Cooperativo do Golfo, liderado pela Arábia Saudita, contra os houthis no Yemen, além de acusar o país de financiar grupos jihadistas na Síria. No último mês (fevereiro), Nasrallah também acusou alguns países árabes do Golfo de normalizarem secretamente suas relações com Israel.
O Monarca saudita teria decidido cancelar sua viagem ao Líbano depois de perceber que a eleição de Aoun “não foi capaz de conter o chefe do Hezbollah”, Hassan Nasrallah, que recentemente renovou suas críticas ao seu Reino. Conforme reportaram os jornais libaneses Kataeb e An-Nahar, o ressentimento saudita foi exacerbado pela proposta oficial libanesa de levantar a suspensão do regime sírio da Liga Árabe.
De acordo com o reportado pelo Naharnet, o Rei tinha planos de visitar o Líbano em março para “interpretar o desejo da liderança saudita em ajudar o Estado libanês e encorajá-lo a cumprir com suas obrigações árabes e internacionais e saudar o acordo que acabou com o vácuo presidencial”, graças a eleição de Michel Aoun. Fontes sauditas disseram que a visita deveria dar ao Líbano “um forte impulso moral e político do Reino e dos Estados do Golfo e abrir as portas para o regresso incondicional dos turistas árabes e do Golfo a Beirute, acompanhado de um apoio econômico tangível para o Estado libanês”, informou o Gulf News.
Semanas antes da vinda de Salman Bin Abdul Aziz Al Saud, em entrevista a CBC do Egito, durante sua visita ao Cairo, em 12 de fevereiro de 2017, Aoun afirmou que “enquanto Israel continuar a ocupar terras, cobiçando inclusive recursos naturais libaneses, e o exército libanês não for forte o suficiente para resistir ao país, sentimos a necessidade de ter o exército de resistência como complemento das ações do exército libanês”. Segundo o presidente Aoun, se não fosse pela pressão da resistência, Israel não teria se retirado da maior parte do território libanês, escreveu o Al-Manar.
Ele disse ainda que “os braços da resistência não são contrários ao projeto do Estado; caso contrário, não teríamos tolerado. É uma parte essencial da defesa do Líbano”. Conforme reportou o Al-Monitor, a declaração de Aoun provocou fortes reações por parte das Nações Unidas, da Coalizão oposicionista “14 de Março” e do “Movimento Futuro”, liderado pelo primeiro-ministro libanês Saad Hariri. A oposição acredita que as atividades do grupo, apoiadas pelo Irã, contribuem para a desestabilização da região.
Conforme aponta Haytham Mouzahem, do Al Monitor, o discurso representaria importantes mudanças nas orientações de Aoun, que também convocou o presidente sírio Bashar al-Assad, em 3 de fevereiro, para a reconciliação, pois ele representa legitimidade na Síria e o combate ao terrorismo, além da necessidade do regresso dos refugiados sírios atualmente no país.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Rússia exige que Israel prove transferência de armas russas ao Hezbollah


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a Tel Aviv que apresente provas de que armas russas entregues à Síria chegaram ao Hezbollah, no Líbano, tal como afirma Israel.
"Temos que olhar para fatos concretos. Quando dizem (os nossos colegas de Israel) que as armas que a Rússia fornece à Síria caem nas mãos do Hezbollah no Líbano e que eles as vão usar para atacar Israel, nós sempre respondemos que somos categoricamente contra a violação das condições de nossos contratos", declarou o ministro do Exterior russo em uma entrevista para o canal NTV.
Ele explicou que esses contratos proíbem que o país destinatário entregue as armas a terceiras partes, por isso Moscou exige provas concretas.
Voltando ao assunto da Síria, Sergei Lavrov frisou que é muito importante que os EUA compreendam com quem e contra quem eles estão lutando.
"[…] Se para o presidente Donald Trump a maior prioridade no palco internacional é a luta contra o terrorismo, então é necessário reconhecer que, por exemplo, na Síria quem luta em primeiro lugar contra o Daesh é o exército sírio com apoio da Força Aeroespacial russa. Mas vários outros destacamentos, inclusive o Hezbollah apoiado pelo Irã, também participam desta luta", explicou Lavrov.
O chanceler russo sublinhou que sabe da deterioração de relações entre EUA e Irã depois da tomada de posse de Donald Trump. Entretanto, Lavrov acredita que ainda é muito cedo excluir o Irã da coalizão antiterrorista.
Se há suspeitas [de que o Irã apoia terroristas], vamos analisa-las, mas assim, sem provas, excluir simplesmente o Irã da coalizão antiterrorista não é pragmático", disse chanceler o russo.
Ele também informou que Irã, Turquia e Rússia acordaram os detalhes do monitoramento do regime de cessar-fogo na Síria, e que em breve vão ser implementados os mecanismos da regulação elaborados no âmbito da colaboração trilateral.
O chanceler russo assinalou que a Rússia está preparando mais um encontro entre o governo sírio e a oposição armada.
Fonte: Sputnik