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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Exército russo cessa-fogo diário de 3 horas ao redor de Aleppo


O exército russo anunciou nesta quarta-feira (10) em Moscou que irá suspender seus ataques todos os dias durante três horas a partir de quinta-feira nos arredores de Aleppo, cidade síria que se tornou o epicentro dos combates entre o regime e os rebeldes.

"A fim de garantir a segurança das colunas (de veículos) que entram em Aleppo por meio da janela humanitária vão ser suspensas todas as atividades militares, ataques aéreos e tiros de artilharia. Essa pausa será observada das 10h às 13h locais", anunciou o general Sergueï Roudskoï durante uma coletiva de imprensa.
"Nos últimos quatro dias, as perdas dos rebeldes no sudoeste de Aleppo chegaram a mais de mil mortos e dois mil feridos", acrescentou, chamando aqueles que desejam se render a ir a um dos "sete corredores humanitários" estabelecidos pelo regime de Damasco e seu aliado russo.
As forças de Bashar al-Assad estão se preparando para uma batalha crucial contra os rebeldes pelo controle da segunda maior cidade da Síria, localizada no norte do país.
Ambos os lados têm recebido reforços significativos em homens e armas em Aleppo e seus arredores, depois que os rebeldes quebraram no sábado o cerco imposto pelo regime às zonas sob controle rebelde na cidade dividida desde 2012.
Aproveitando esta contra-ofensiva, os rebeldes cercaram parcialmente os bairros pró-regime em Aleppo, antes de anunciar a sua intenção de tomar toda a cidade, no que seria o maior desafio do conflito que devasta o país há mais de cinco anos.
Ajuda humanitária
Centenas de milhares de civis estão bloqueados em Aleppo, sofrendo com a escassez de alimentos e produtos básicos, o que levou a ONU a alertar para a situação.
Na terça-feira, os Estados Unidos e a França exigiram que a ajuda humanitária chegue a Aleppo antes de novas negociações de paz, de acordo com informações coletadas depois de uma reunião do Conselho de Segurança.
Durante a sessão fechada, a Rússia afirmou, por sua vez, que não deve haver nenhuma pré-condição para tais negociações, enquanto a ONU espera retomar as discussões no final do mês.
O conflito na Síria já fez mais de 290 mil mortos, levados a fugir mais da metade da população e provocou uma grave crise humanitária.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Em vídeo membro do ISIS ameaça matar Vladimir Putin


Um vídeo gravado na Síria por jihadistas do Estado Islâmico foi postado ontem nas redes sociais, com ameaças ao líder russo, Vladimir Putin, dizendo: "Ouça Putin iremos para a Rússia matá-lo em sua casa. Se Deus quiser!
Irmãos matá-los e combatê-los (se refere o terrorista aos russos)!"

Nem Vladimir Putin, e nem as forças de seguranças da Rússia se pronunciaram sobre o vídeo até o momento.
O motivo do vídeo pode ser efeito das grandes baixas e perdas no Estado Islâmico causado pelos diversos ataques da Força Aérea Russa que atua na região com autorização do Governo Sírio desde 2015, e até o momento mostrou ser de grande eficiência e importância. 

ASSISTA AO VÍDEO:



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Por que na Rússia o Natal não é dia 25 de dezembro?


Foto feita pelo brasileiro Cristiano Alves em São Petersburgo. 2015. 

O Natal é conhecido mundialmente por ser um feriado e festival cristão comemorado dia 25 de dezembro, mas em alguns países eslavos e ortodoxos, por exemplo, na Rússia e na Geórgia o Natal não é comemorado em dezembro, mas sim em janeiro, no dia 7. Muitos cristãos ao saberem dessa notícia ficam sem entender o motivo dessa diferença, bom, vamos explicar, na verdade os ortodoxos celebram SIM o Natal em 25 de dezembro, mas os ortodoxos seguem um calendário diferente da maioria dos cristãos, então a festividade cai no dia 7 de janeiro, como já dito.
Explicando de maneira simplificada: A Igreja Ortodoxa não aceitou a reforma do calendário promovida pelo Papa católico Gregório, em 1582. A reforma corrigiu a defasagem de 13 dias que havia entre a data do calendário e a data real da mudança das estações – equinócios e solstícios. Assim sendo, os ortodoxos continuam celebrando o Natal em 25 de dezembro, só que pelo calendário Juliano, criado por Júlio César em 45 a.C, enquanto a maioria dos cristãos adotamos a reforma católica e utilizam o calendário Gregoriano. Vale lembrar que a Igreja Ortodoxa na Rússia tem 58,8 milhões de seguidores, ou seja, 41% da população é ortodoxa.
Foto feita pelo brasileiro Cristiano Alves em São Petersburgo. 2015. 
Podemos resumir que essa diferença das datas entre o cristianismo é culpa do calendário, mas isso significa que os  ortodoxos seguem um calendário totalmente diferente dos demais cristãos? Bom, sim e não. O calendário da Federação Russa passou a seguir o modelo gregoriano após a Revolução de Outubro de 1917. No entanto, a Igreja Ortodoxa Russa não aceitou a reforma e até hoje utiliza o calendário juliano, que tem 13 dias de diferença com o calendário gregoriano.
Assim, no calendário oficial do Estado, temos as mesmas datas, em Moscou, em Brasília, em Gibraltar, em Washington, em Paris e etc... Mas nas festas religiosas, que não fazem parte do calendário do Federação Russa, já que o mesmo é um Estado laico, as datas seguem o calendário juliano. Por isso, o Natal cai no dia 25 de dezembro, mas de um calendário diferente (7 de janeiro para os ortodoxos).
Tanto os dias 24 e 25 de dezembro (no calendário gregoriano) são dias laborais aqui na Rússia. O Natal ortodoxo (7 de janeiro) cai no meio de um feriado prolongado que os russos têm todo ano, entre 1 e 10 de janeiro.   
Mesmo que o Natal seja tradicionalmente um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel(conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não-cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico da comemoração é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.