A Legião Cearense do Trabalho surgiu como um movimento de inspiração fascista mais importante no Ceará até a fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB), em outubro de 1932. Foi fundado em Fortaleza pelo tenente Severino Sombra, jovem militar de formação católica que, coerentemente com suas idéias jacksonianas e antiliberais, recusou-se a participar da Revolução de 1930, estando servindo, à época, no Rio Grande do Sul, no 8º Regimento de Infantaria, em Passo Fundo. Retornando ao Ceará, após ter sido preso num navio no estuário do Guaíba em Porto Alegre, em outubro de 1930, Sombra considerava que “a Revolução de 30 criara uma perspectiva nova, mas indefinida”. Reagindo a este estado de coisas, conseguiu organizar um movimento congregando as associações de trabalhadores existentes sob sua chefia no estado e contando com o apoio da Juventude Operária Católica (JOC) do padre Hélder Câmara. Por ocasião de seu lançamento público em 23 de agosto de 1931, a Legião Cearense do Trabalho dispunha de um efetivo de nove mil legionários, expandindo-se, meses mais tarde, para 15 mil. Posteriormente, a Legião penetrou no interior do Ceará, conseguindo reunir cerca de uma centena de associações operárias e similares. Após o manifesto de outubro de 1932, lançando a AIB, a Legião Cearense, sob a direção de Jeová Mota, integrou-se ao movimento integralista.
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quarta-feira, 18 de julho de 2018
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Mussolini e Papa Pio XI: Contra judeus e comunistas

Achille Ratti – o futuro Papa Pio XI – era apenas um bibliotecário pontifício em 1918. Ele havia sido professor de teologia do Seminário de Milão. Seu talento intelectual o elevou a condição de bibliotecário do Papa Bento XV. Mas não foi como tal que ele viria se tornar papável. Em 1918, em meio a primeira guerra, Bento XV o nomeou como seu legado na Polônia. A missão era conhecer o estado em que encontrava o país e a Igreja Católica em terras polacas.
A Polônia preparava seu renascimento depois de um século de controle russo ou alemão e austríaco. As fronteiras começavam a ser delineadas. A missão de Ratti era, inclusive, ajudar a elite católica do país a reerguer a Polônia em bases cristãs. Viajando pelo país o que Ratti mais ouviu foi a preocupação dos sacerdotes com as conjuras de certos grupos judaicos contra a idéia de uma Polônia católica. Na Polônia da época, dez por cento da população era de judeus. Em Milão Ratti havia tido relações amistosas com os judeus da cidade, dado que eram bastante assimilados. Na Polônia a assimilação quase inexistia. E Roma não tinha boas impressões disso. Em 1555 o papa Paulo IV, através da Bula “Cum nimis absurdum”, ordenava que os judeus em terras da Igreja, vivessem nos guetos; o contato de judeus com católicos devia ser limitado ao máximo para evitar contaminações. Em 1870, com a tomada de Roma pelos exércitos de Vítor Emanuel, rei do Piemonte que liderou a unificação da Itália, o Papa perdeu seus estados pontificais. A unificação da Itália se fez sob a liderança de chefes maçônicos e era vista pela Maçonaria como uma etapa fundamental para a dissolução do poder da Igreja e a consequente laicização dos povos. Uma das primeiras medidas do novo rei da Itália foi libertar os judeus. Isso levou a Civiltà Cattolica, revista jesuítica que funcionava como órgão filosófico/teológico do papado, no combate ao iluminismo e na formação da opinião pública dos católicos, destinando-se, principalmente, à elite intelectual do clero e dos fiéis, fornecendo a visão do Papa sobre diversos assuntos, a renovar os ataques aos talmudismo judaico, desde o fim do século 19.
Neste aspecto advertia a revista que:
“judeus...conseguiram por as mãos em...toda a riqueza pública...assumiram o controle do dinheiro e da própria lei nos países onde tem permissão de ocupar cargos públicos”.
A Civiltà insistia, na época, que os judeus deviam ser separados dos cristãos como insistira a Igreja fazia milênios e que, se isso não ocorresse, a população cristã seria reduzida a “escravidão”:
“como estão errados aqueles que pensam ser o judaísmo apenas um religião...e não uma raça, um povo, uma nação” In: “La rivoluzione mondiale e gli ebrei”, CC 1922 IV, pp. 111-121; “Il socialismo judeo-massonico tiranneggia L'Austria”, CC 1922 IV, pp. 369-371.
A Civiltà considerava que os judeus jamais poderiam ser leais ao país que os recebia pois tinham um projeto de poder universal, planejando se valer dos direitos iguais para tomar o controle político do mundo ocidental. Nos idos de 1917 a Civiltà alimentou a polêmica responsabilizando os judeus pela revolução comunista na Rússia, fazendo tocar a trombeta de uma vasta conjura global pela tomada de poder pelos judeus.
Ratti, ao escrever seus relatórios, mostrava como a elite católica da Polônia se achava aterrorizada pelo perigo judaico. Os judeus eram acusados de terem se aliado aos alemães durante a guerra e de atuar como agiotas impiedosos nos vilarejos que ficaram empobrecidos durante o grande conflito mundial. Muitos partidos se agitavam, em 1918, para ocupar o poder no país recém independente. Entre estes os anarco-socialistas e os bolcheviques. Os quadros anarquistas e bolcheviques na Polônia eram formados, majoritariamente, por chefes judeus. Ratti relata em seus escritos dirigidos ao Papa Bento XV nos seguintes termos:
“Embora os polacos sejam bons católicos temo que eles possam cair nas garras da más influências que lhes preparam armadilhas...uma das piores e mais fortes influências sentidas aqui, talvez a mais forte e pior de todas é dos judeus” In: Carta de Achille Ratti para Pietro Gasparri, 9 de janeiro de 1919, citado em Wilk, 1997.
Em 1919 o Papado reconheceu o novo estado polaco e Ratti virou seu Núncio Papal. No verão o Exército Vermelho chegou perto de Varsóvia. A contra-ofensiva polonesa afastou a ameaça. Ratti ficou, desde então, convicto de que as democracias ocidentais eram frágeis demais para parar o avanço comunista.
Ratti, ao voltar da Polônia, é nomeado Arcebispo de Milão. Alguns anos depois viraria Papa. O contexto de sua eleição era o de uma Itália em cacos: a Monarquia Parlamentar não conseguia por ordem num país marcado por contingentes de ex-soldados que voltavam aleijados da primeira guerra ou que se encontravam desempregados gerando uma massa inquieta e violenta a enxamear as cidades; Roma recebia cada vez mais camponeses pobres vindos do sul em busca de trabalho nas fábricas e na construção civil; a crise social e econômica fazia crescer o movimento socialista liderado pelo partido comunista italiano. Como oposição a isso havia a velha direita conservadora italiana incapaz de fazer frente ao vagalhão socialista e o Partido Popular, um partido católico liderado pelo padre Luigi Sturzo, que fora criado sob os auspícios de Bento XV, a fim de envidar esforços de atuação dos fiéis no campo parlamentar – Bento XV era otimista quanto as possibilidades de ação católica no plano parlamentar/democrático indo na linha do Ralliement de Leão XIII que autorizava os católicos franceses a se aproximar e dialogar com a terceira república francesa de cunho maçônico e laico.
E, como nova força política havia o Fascismo de Benito Mussolini. O Fascismo se organizava em torno da idéia de renascimento da grandeza italiana; Mussolini, que se tornara seu líder, havia passado pelas fileiras do socialismo; mas, no decurso da primeira guerra, em razão do não apoio dos socialistas ao esforço bélico italiano, Mussolini muda de lado considerando que os interesses nacionais da Itália tinham que ficar acima da ideologia partidária o que o faz assumir uma terceira posição, de cunho nacional; ele se torna o grande veiculador e líder do movimento fascista e seu jornal “Il Popolo d'Itália”, vira o principal órgão de propaganda do mesmo. Ao mesmo tempo que a crise política/social/econômica aumentava no país mais ficava clara a incapacidade do sistema parlamentar-monárquico de lidar com ela; o caos alimentava expectativas de melhoramento social o que fazia os votos do socialismo crescerem dia a dia. Os fascistas enfrentavam os socialistas com brutalidade: atacavam prefeituras, paralisam greves e piquetes, faziam políticos de esquerda beberem óleo de rícino a força, a fim de humilhá-los publicamente – o óleo causava diarréia imediata. Os “fasci di combattimento” pareciam ser a única força capaz de estabelecer uma ordem na Itália. Isso fez toda a diferença pois, quando Pio XI ascendeu ao trono papal, a monarquia de Vítor Emanuel III mostrava-se incapaz de deter o avanço comunista. Já em 1920, aquando de uma greve na agricultura do Vale do rio Pó, dirigida por socialistas, esta incapacidade ficara notória: o governo nada fez para contê-la e o clima de rivalidade entre as classes chegou a níveis perigosos. Os fazendeiros, perante a inércia da monarquia, procuraram os fasci que, com bandos armados, saquearam sedes socialistas, invadiram a prefeitura de Bolonha, onde foram mortas dez pessoas durante os ataques, além de terem atacado sindicatos anarquistas.
Sem um governo de fato – dado o caos na Itália - o rei convocou novas eleições para maio de 1921. A campanha eleitoral transformou o país numa praça de guerra entre socialistas e fascistas. O resultado eleitoral trouxe 138 cadeiras no parlamento para os socialistas contra 35 para os fascistas. O partido popular católico obteve 107 cadeiras e os conservadores 240 cadeiras. Foi aí que os rumos tomaram seu curso decisivo: o ministro conservador Giolitti via os camisas negras fascistas como o porrete necessário para manter a ordem no país; isso trouxe a coalização entre os conservadores e os fasci, o que derrotou a bancada socialista e a do partido católico. Nesse ínterim Mussolini fez seu discurso no novo parlamento, asseverando que a missão do fascismo era “restaurar a sociedade cristã, construindo um estado católico para uma nação católica”. A ala anticlerical dos fasci – liderada por Farinacci - foi posta de lado. Mussolini compreendia que era preciso convencer o Papa que seu partido era de mais serventia à Igreja que o partido popular de Sturzo.
Nos meses seguintes os bandos socialistas continuaram a forçar a luta de classes no país convocando uma greve nacional. Os squadristi fascistas – gupos armados – atacaram os socialistas em Milão. A Itália estava a beira de uma revolução como a ocorrida anos antes na Rússia.
Pio XI subira ao trono em 1921 e, em outubro de 1922 manda o seu secretário de Estado, Cardeal Gasparri, distribuir uma circular a todos os bispos da Itália para que retirassem seu apoio ao partido popular católico. Com isso ele preparava o caminho para que os fasci, em 27 de outubro, através da “Marcha Sobre Roma”, pudessem chegar ao poder. Sua experiência na Polônia convencera-o de que o parlamentarismo não teria os meios de impedir uma revolução comunista na Itália. Em 28 de outubro o rei, temoroso de que enfrentar os fasci traria demasiado derramamento de sangue, resolveu entregar o poder a Mussolini depois dos squadristi terem ocupado centros estratégicos do norte e centro da Itália. Num dos primeiros gestos como primeiro ministro Mussolini levou seu gabinete a uma missa perante o monumento ao Soldado Desconhecido, no Vitoriano em Roma. Foi então que ele assegurou ao Papa agir agressivamente para restaurar os direitos da Igreja. Gasparri disse, na ocasião, ao embaixador da Bélgica que “Mussolini nos mostrou que era um bom católico”. A decisão do Papa de apoiar Mussolini pegou muitos de surpresa como o padre Enrico Rosa, editor chefe da Civiltà Cattolica. Ele havia preparado uma matéria apresentando os fascistas como “homens sinistros e anticristãos”mas, antes que ela saísse, Pio XI advertiu, ao superior geral dos Jesuítas, que proibisse Rosa de publicá-la.
Pio XI agradou-se de Mussolini pois, no fundo, tinha valores em comum com ele: ambos tinham uma descrença em face a democracia parlamentar, não confiavam na liberdade de expressão ou de associação e viam o comunismo como ameaça além de compreenderem que o sistema parlamentar estava falido. Ratti mandou que Rosa descartasse o artigo crítico sobre Mussolini e publicasse outro com estes dizeres:
“Quando uma forma de governo é constituída de forma legítima...muito embora tenha sido a princípio, defeituosa, ou mesmo questionável em vários sentidos...é nosso dever apoiá-la pois a ordem política e o bem comum a isso exigem. Não é permissível, seja a indivíduos ou a partidos, , tramar para derrotá-la, suplantá-la ou trocá-la recorrendo a meios injustos.” In: E. Rosa; Crisi di stato e crisi di autorità”. CC, 1922, IV, p. 204.
A opção da Igreja em aliar-se ao fascismo para combater o comunismo, ao invés de endossar o modelo parlamentar democrático-liberal francoamericano, se deu por razões claras: afinidade doutrinária. O liberalismo com seu teor horizontal não correspondia a noção de ordem - que tem cunho vertical e hierárquico - da qual a Igreja necessitava para dar cabo do perigo marxista. Isto deve ser vir de lição aos católicos de tendência liberalconservadora que acreditam numa coalização com pressupostos da democracia americana para solucionar a grave crise civilizacional que enfrentamos. Pio XI fornece, neste caso, uma lição importante.
A opção da Igreja em aliar-se ao fascismo para combater o comunismo, ao invés de endossar o modelo parlamentar democrático-liberal francoamericano, se deu por razões claras: afinidade doutrinária. O liberalismo com seu teor horizontal não correspondia a noção de ordem - que tem cunho vertical e hierárquico - da qual a Igreja necessitava para dar cabo do perigo marxista. Isto deve ser vir de lição aos católicos de tendência liberalconservadora que acreditam numa coalização com pressupostos da democracia americana para solucionar a grave crise civilizacional que enfrentamos. Pio XI fornece, neste caso, uma lição importante.
Siglas
CC: Revista “Civiltà Cattolica”
Bibliografia
Kertzer, David I. O Papa e Mussolini: a conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.
Milza, Pierre. Mussolini. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
Rogari, Sandro. La Santa Sede e fascismo dall'Aventino ai Patti lateranensi. Bolonha: Forni, 1977.
Wilk, Stanislaus. Actae Nuntiaturae Polonae. Tomus 57, vols 1-6. Roma: Institutum Historicum Polonicum. 1995-2000.
Matéria retirada do Blog Catolicidade
terça-feira, 16 de maio de 2017
O Antifascismo é o "Fascismo" da Esquerda
Para o antifascismo qualquer tipo de violência, autoridade, poder ou intolerância é considerado "Fascismo".
Mas o antifascismo moderno é um uma cópia sem os pontos bons e benéficos do Fascismo original, a violência gratuita e muitas das vezes covarde dos antifascistas a grupos de minoria, como ataques a idosos(como os veteranos de guerras), mulheres vem acontecendo não só no Brasil, mas em todos os cantos do mundo.
Mas o antifascismo moderno é um uma cópia sem os pontos bons e benéficos do Fascismo original, a violência gratuita e muitas das vezes covarde dos antifascistas a grupos de minoria, como ataques a idosos(como os veteranos de guerras), mulheres vem acontecendo não só no Brasil, mas em todos os cantos do mundo.
Seguem relatos atuais:
"Como resultado do ataque dos antifascistas aos partidários de Trump em Berkeley, resultou em 6 pessoas feridas"
"os protestos(promovido pelos antifascistas) contra o comício de Marin Le Pen em Paris se transformaram em lutas de massa e caos"
"anti-fascistas foram pegues pela polícia com coquetéis Molotov para atacar homens, mulheres e idosos que eram eleitores durante o comício de Le Pen ",
" os grupos antifascistas são suspeitos de envolvimento no ataque terrorista em Dortmund "- estes são apenas alguns dos relatos de imprensa nos últimos meses em que grupos de jovens liberais da esquerda que se chamam "anti-fascistas"
A esquerda não quer enxergar que isso através da militância antifascista é uma forma de impor a vontade deles sem abrir espaço para a tão por eles defendida "Democracia", ou seja, é um ato "Fascista" vindo deles.
Na Rússia, esse movimento é considerado marginal e ilegal. No Ocidente, tudo é um pouco diferente. Aqui, esses grupos tornou-se por muito tempo uma parte orgânica criadas e sustentada pelo sistema.
"Como resultado do ataque dos antifascistas aos partidários de Trump em Berkeley, resultou em 6 pessoas feridas"
"os protestos(promovido pelos antifascistas) contra o comício de Marin Le Pen em Paris se transformaram em lutas de massa e caos"
"anti-fascistas foram pegues pela polícia com coquetéis Molotov para atacar homens, mulheres e idosos que eram eleitores durante o comício de Le Pen ",
" os grupos antifascistas são suspeitos de envolvimento no ataque terrorista em Dortmund "- estes são apenas alguns dos relatos de imprensa nos últimos meses em que grupos de jovens liberais da esquerda que se chamam "anti-fascistas"
A esquerda não quer enxergar que isso através da militância antifascista é uma forma de impor a vontade deles sem abrir espaço para a tão por eles defendida "Democracia", ou seja, é um ato "Fascista" vindo deles.
Na Rússia, esse movimento é considerado marginal e ilegal. No Ocidente, tudo é um pouco diferente. Aqui, esses grupos tornou-se por muito tempo uma parte orgânica criadas e sustentada pelo sistema.
Antifascismo é alienado e financiado!
O antifascismo moderno é um fenômeno bastante jovem. Como subcultura, tomou forma nos anos 80, tomando símbolos e slogans. Ao mesmo tempo, a espinha dorsal dos novos movimentos antifascistas era diferente. Foi feita por anarquistas e trotskistas(2 ideologias que são contraditórias uma com a outra) que foram marginalizados em resistir os regimes fascistas históricos. Os partidos comunistas stalinistas desempenharam um papel muito maior no enfrentamento dos regimes fascistas, mas os anti-fascistas modernos preferem culpá-los de "cripto-fascismo". O que podemos dizer sobre conservadores e nacionalistas como Erst Niekisch e Otto Strasser na Alemanha ou sobre os participantes no movimento da Resistência na França, Entre os quais se encontravam esquerdistas, direitistas e até nacionalistas franceses. Em outras palavras, não há continuidade ideológica e histórica entre os novos anti-fa e os grupos da Resistência, que lutaram contra os verdadeiros fascistas.
O antifascismo moderno é um fenômeno bastante jovem. Como subcultura, tomou forma nos anos 80, tomando símbolos e slogans. Ao mesmo tempo, a espinha dorsal dos novos movimentos antifascistas era diferente. Foi feita por anarquistas e trotskistas(2 ideologias que são contraditórias uma com a outra) que foram marginalizados em resistir os regimes fascistas históricos. Os partidos comunistas stalinistas desempenharam um papel muito maior no enfrentamento dos regimes fascistas, mas os anti-fascistas modernos preferem culpá-los de "cripto-fascismo". O que podemos dizer sobre conservadores e nacionalistas como Erst Niekisch e Otto Strasser na Alemanha ou sobre os participantes no movimento da Resistência na França, Entre os quais se encontravam esquerdistas, direitistas e até nacionalistas franceses. Em outras palavras, não há continuidade ideológica e histórica entre os novos anti-fa e os grupos da Resistência, que lutaram contra os verdadeiros fascistas.
Antifascismo e o Capitalismo!
Mas existe outra conexão mais forte. Com capital financeiro. Por exemplo, a Fundação Tides, que é ativa nos EUA e recebe injeções financeiras de George Soros, financia regularmente grupos e protestos antifascistas, incluindo aqueles que organizam tumultos em massa, como os conflitos de Berkeley em fevereiro deste ano, durante as eleições presidenciais, quando os anti-fascistas bateram em Pessoas, queimaram carros e quebraram vidros de casas.
Mas existe outra conexão mais forte. Com capital financeiro. Por exemplo, a Fundação Tides, que é ativa nos EUA e recebe injeções financeiras de George Soros, financia regularmente grupos e protestos antifascistas, incluindo aqueles que organizam tumultos em massa, como os conflitos de Berkeley em fevereiro deste ano, durante as eleições presidenciais, quando os anti-fascistas bateram em Pessoas, queimaram carros e quebraram vidros de casas.
O movimento "anti-racista" Black Lives Matter, que trata principalmente da organização de motins em massa, recebeu em 2016 de George Soros através da Open Society Foundation e do Center for American Progress, encabeçado pelo infame John Podesta, US $ 33 milhões. Outros 100 milhões de dólares foram alocados pela Fundação Ford e pela organização Borealis Philanthropy, que criou para este fim o Black-led Movement Fund
O financiamento de iniciativas anti-fascistas e anti-racistas na Europa é também uma das prioridades da Open Society Foundation, bem como de outras estruturas americanas de influência. Por exemplo, o mesmo fundo Ford contribui ativamente para muitas iniciativas anti-rasistas em toda a Europa. A rede de organizações europeias SOS Racisme, cujo início foi lançado na França, foi originalmente criada pelos principais esquerdistas a pedido do Presidente Mitterrand e do Partido Socialista. A organização ainda é amplamente financiada pelo Estado francês.
Todas as redes antifascistas na Europa estão ligadas a estados ou a fundos de caridade financiados por capitalistas. Simplesmente não há outro dinheiro na Europa. Acontece um paradoxo, esquerdistas e anarquistas recebem fundos do Estado e dos capitalistas, ou seja, dos seus principais "inimigos de classe".
sábado, 30 de abril de 2016
Carta del Lavoro, revolução em prol dos trabalhadores
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| Benito Mussolini, junto aos trabalhadores. |
Carta del Lavoro, carta do trabalho ou carteira de trabalho, é o documento criado em 1927, onde o Partido Nacional Fascista de Benito Mussolini apresentou as linhas de orientação que deveriam guiar as relações de trabalho na sociedade, nomeadamente entre o patronato, os trabalhadores e o Estado, sendo uma das facetas do modelo político corporativista.
Segundo este documento, todos deveriam seguir as orientações e o interesse do Estado. À sociedade permitia-se que se organizasse em corporações, isto é entidades como associações patronais e sindicatos que representassem, não a diversidade de interesses, mas a colectividade.
Também, garantia o direito de férias, folgas, e quantidade de horas que cada trabalhador poderia trabalhar por semana.
Este modelo revolucionou o mundo, pois o mundo viu o crescimento trabalhista fascista-italiano que ficou para a história sob a designação de Corporativismo e que foi replicado em Portugal (pelo Estatuto do Trabalho Nacional), no Brasil durante a Era Vargas, na Turquia por Ataturk e na França.
No Brasil, a "carteira de trabalho" ainda se mantém, e é um documento obrigatório a todos os trabalhadores, porém, com a falta de interesse ou preocupação com nossos trabalhadores, muitos estão sendo explorados, trabalhando sem receber salário, sendo demitidos sem receber seus auxílios, e isso vindo tanto das empresas privadas como dos Órgãos Públicos. Hoje, são vistos como mão de obra barata, para gerar lucro ao governo e sem receber nenhuma retribuição vinda da sociedade ou de seus superiores. Hoje o trabalhador perdeu sua identidade e a imagem de sua real importância, algo que parece "piada", pois aonde olhamos vemos o fruto de um trabalhador, na rua, calçadas, casas, janelas, postes, luzes, tudo! Tudo foi construído por um trabalhador, e sequer a sociedade reconhece ou vê o suor de um trabalhador em cada obra que hoje desfrutamos. Por isso nós nacionalistas admiramos TODOS OS TRABALHADORES BRASILEIROS!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
O Partido Fascista Russo durante a União Soviética
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| Russos camisas negras na estação de Harbin, em 1934. |
Quando falamos na União Soviética logo vem em mente vários pessoas vestindo kójankas, com bandeira vermelha, sem contestar o atual regime, que não existia outros movimentos ou partidos além do Partido Comunista da União Soviética (КПСС), mas isso é um equivoco, e o mais incrível que existiu um partido que simpatizava com a ideologia fascista, uma ideologia que sempre teve na oposição perante ao comunismo, esse era o Partido Fascista Russo (PFR), que operou por uma década, entre 1930 e 1940, O Partido Fascista russo (Российская фашистская партия), às vezes chamado de Partido de Toda a Rússia fascista, foi um pequeno movimento emigrante russo que tinha sua base em Manchukuo, o fascismo existiu entre os russos da Manchouli desde a Revolução de Outubro e foi promovido pela pequena Organização russa fascista, entre outras. Uma convenção secreta de vários grupos foi realizada, levando à fundação do PFR sob a presidência do general Vladimir Dmitrievich Kozmin e Konstantin Rodzaevsky sendo secretário-geral do comitê central do partido em 26 de maio de 1931, tornando-se o líder de fato do partido. Adotando o slogan "Deus, Pátria, e Trabalho" (muito parecido com o slogan da AIB, que era "Deus, Pátria e Família) e publicando o jornal Natsiya, o partido usou o estilo italiano de fascismo para tirar proveito da posição instável dos líderes bolcheviques em face da oposição externa e interna.
Além de levarem "Fascista" no título partidário, o PFR não utilizava o "FASCES" ou seja, um feixe de varas amarradas em volta de um machado, um dos símbolos do Partido Nacional Fascista, eles utilizavam a suástica, um simbolo adotado pelo Nacional-Socialismo de Hitler na Alemanha.
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| Suástica iluminada no quartel general do PFR na Manchouli. |
O PFR teve como suporte a cooperação com o Japão, e assim Partido Fascista Russo se tornou o mais influente grupo emigrante em Manchukuo, criando uma escola partidária em Harbin, em 1932. Vale lembrar que Rodzaevsky também ajudou o Exército Imperial japonêsna formação do Destacamento Asano, as forças especiais de etnia puramente russa no Exército Kwantung, organizada para a realização de sabotagem contra as forças soviéticas no caso de qualquer invasão japonesa da Sibéria e áreas Extremo Oriente russo.
O partido também desenvolveu laços estreitos com grupos semelhantes nos Estados Unidos, incluindo Vonsyatsky Anastasy durante o seu exílio em 24 de março de 1934, uma fusão foi aprovada em Tóquio, entre o SDP e apoiadores de Vonsyatsky (que també usava o rótulo de Organização fascista Russa), embora, mais tarde, tenham entrado em conflito sobre as tentativas de Rodzaevsky para acomodar russos mais conservadores, bem como por seu antissemitismo, que Vonsyatsky rejeitava. Eventualmente, o PFR rompeu com os norte-americanos, e em 1935 Vonsyatsky foi expulso, rompendo para formar um movimento ainda menor nos Estados Unidos chamado "Partido Nacional Revolucionário Russo", que era de orientação anticomunista e afirmou que sua intenção era apenas "formar na Rússia um governo verdadeiramente democrático".
No entanto, o Partido Fascista Russo sob Rodzaevsky tinha crescido em importância e angariou 20.000 ativistas em maio de 1935. Subsidiárias da SDP foram criados - Movimento das Mulheres Fascistas Russas (MFMR), União da Juventude Fascista, União de Fascistas Jovens - Vanguarda (meninos), União de Fascistas Jovens - Vanguarda (meninas), União de Fascistas Pequeninos. O livro de Rodzaevsky, "O Estado Nacional Russo", delineou o programa do partido para estabelecer o fascismo na Rússia até 1 de Maio de 1938, incluindo o desejo de livrar-se dos judeus, o que indica uma forte quebra da "ala Vonsyatsky". O partido também teve um forte compromisso com a Igreja Ortodoxa Russa, prometendo uma relação especial entre a Igreja e o Estado em sua Rússia fascista projetada. O grupo também prometeu respeitar as tradições de nacionalidades da Rússia e instigar o corporativismo.
A partir de 1940 até dezembro de 1941, houve uma retomada da cooperação entre Konstantin Rodzaevsky e Vonsyatsky Anastasy, interrompida pelo início da Guerra nipo-americana.
Quando a guerra foi declarada, as atividades do PFR fora da Manchúria lentamente chegaram ao fim, enquanto o grupo estava restringido pelos japoneses após o Pacto nipônico-soviético de 1941. O grupo chegou ao fim em 1945, quando o Exército Vermelho invadiu Manchukuo na invasão soviética da Manchúria, com Rodzaevsky eventualmente rendendo-se antes de ser executado no ano seguinte.
As russas fascistas:
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| Membros do Movimento Fascista das Mulheres russas |
O movimento fascista das mulheres russas (Российское Женское Фашистское Движение) foi a ala feminina do Partido Fascista de toda a Rússia. Foi criada em Harbin, no estado de Manchukuo (controlado pelo Império Japonês nesta época), para unir as mulheres exiladas da Rússia que acreditavam em Deus e desejavam um "lar amoroso e trabalho respeitável". Ideologicamente, o Movimento fascista das mulheres russas (MFMR) adere ao fascismo russo, seguindo o slogan principal dos fascistas russos "Deus, Pátria, Trabalho". Elas apoiaram a Rússia do Trabalho Nacional, que foi construída sobre um sistema corporativo do fascismo russo em que as mulheres iriam conseguir os seus "devidos lugares" na lei como as portadoras da ideia de beleza e como as guardiãs da casa.
O Movimento fascista de mulheres russas serviu como uma seção autônoma do Partido Fascista de toda a Rússia (PFR), com sua política fornecida pela orientação aprovada pelo Chefe do PFR. O Centro de Direção da MFMR era estabelecido nos congressos da PFR. A liderança geral do movimento pertencia ao chefe, que liderava por meio do Centro de Gerenciamento MFMR. Os regulamentos que regiam o centro entravam em vigor somente após a aprovação do Chefe.
O Centro de Direção da RGFD consistia de uma presidente, que era considerada a presidente do RGFD como um todo. Ele também tinha uma deputada, uma secretária, que era considerada como a Secretária do RGFD em geral, uma tesoureira e as chefes de dois departamentos, o departamento de propaganda e o departamento de treinamento.
Elas eram conhecidos como focos do Partido Fascista e eram formados por grupos de duas a cinco pessoas que cobriam uma determinada área. O centro era dirigido por uma área principal conhecida como o bairro diretor, onde a chefia de departamento, nomeada pelo supervisor pai e aprovada pelo governo central , era localizado. Cada chefe de departamento respondia ao chefe do departamento de mesmo nome.
O uniforme do Movimento das Mulheres russas fascista era uma blusa branca, saia preta, sobretudo preto e uma suástica na manga esquerda.
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| Bandeira do Partido Fascista Russo (PFR) |
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