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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Coalizão mata 21 crianças e 38 civis em bombardeio, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos


Pelo menos 59 civis, entre os quais numerosas crianças, morreram desde segunda-feira em Raqa, na Síria, em bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A coligação formada por dezenas de países fornece um apoio aéreo essencial às Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda que luta para afastar os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico de Raqa, o seu principal feudo na Síria, situada no norte do país.
Os combates em Raqa centram-se hoje na cidade velha, da qual as FDS já controlam 70%, e nos bairros de Al-Dariya (oeste), Al-Barid (noroeste) e Al-Mourour (centro), afirmou o OSDH.
Desde segunda-feira, os bombardeamentos da coligação causaram um total de 59 mortos entre os civis, dos quais 21 crianças, precisou o observatório.
A coligação internacional diz tomar medidas para evitar vítimas civis, mas desde 2014 reconheceu ter sido responsável pela morte de 624 civis nos ataques aéreos.
Algumas organizações considerem que este número é bastante subestimado.
Capturada pelos 'jihadistas' em 2014, a cidade de Raqa tornou-se o símbolo das atrocidades do Estado Islâmico, assim como uma base para a planificação de atentados realizados no estrangeiro.
As FDS iniciaram em novembro de 2016 a ofensiva para a reconquista de Raqa, onde entraram a 6 de junho.
Segundo a ONU, existirão ainda entre 10.000 e 25.000 habitantes "aprisionados" na cidade.
Fonte: Diário de Notícias - Lisboa

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Membro do Estado Islâmico mata sua mãe em público


Ali Saqr, membro do EI que matou sua mãe 

Até onde vai a brutalidade dos jihadistas? Sejam eles de qualquer milícia. Como já não bastasse as atrocidades feitas pelos membros do Estado Islâmico aos cristãos, xiitas e até mesmo sunitas, os relatos a cada dia se agravam, o último relato foi noticiado pela @Raqqa_SL, aonde anunciava que um membro do Estado Islâmico assassinou a sua mãe após ela ter aconselhado o filho a desertar.

Segundo o grupo ativista “Raqqa is Being Slaughtered Silently”, o jihadista foi identificado como Ali Saqr. Como vários outros jihadistas, ele lutou ao lado dos moderados do Exército Sírio Livre e também da Frente Al-Nusra, braço sírio da Al-Qaeda, antes de unir-se ao Estado Islâmico.

Sua mãe, uma mulher de 40 anos viajou até Raqqa, capital dos extremistas, para pedir ao filho que voltasse para casa, pois temia sua morte nos bombardeios realizados pela coalizão internacional feita pelo Exército Árabe Sírio e a Força Aérea Russa (Военно-воздушные cилы России) à cidade. 
Além do pedido ter vindo de um familiar, o jovem não deu ouvidos à sua mãe e ainda informou os superiores o grupo sobre a atitude dela, que foi presa.
Logo após, o próprio filho recebeu a ordem de executar a vítima, diante de quase cem pessoas que rodeavam a praça, com um tiro na cabeça. A morte ocorreu perto do prédio do Correios, onde a mulher trabalhava.
Segundo relato de moradores, ela era da cidade de Latakia, mas foi para Raqqa depois de se casar com um homem da cidade. Mesmo após o divórcio, ela permaneceu no local com seus filhos, de 20 e 25 anos.
 "As pessoas estão em choque que alguém possa matar sua própria mãe. Ele era conhecido como a ovelha negra, mas ninguém imaginou que iria tão longe e mataria a mãe" relatou um morador. 



As atrocidades do Estado Islâmico não perdoam nem mesmo suas famílias. Um jihadista de 20 anos executou em público sua própria mãe, que havia tentado convencê-lo a deixar o grupo, informou nesta sexta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que monitora o conflito no país.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Austríaca que se uniu ao EI é espancada até a morte ao tentar fugir


Foto: Samra Kesinovic antes e depois da união

 A adolescente Samra Kesinovic, de 17 anos, que se juntou ao Estado Islâmico em abril de 2014, mas foi espancada até a morte após tentar escapar de sua posição, após algumas explosões causada pelos russos junto ao exército árabe sírio na capital do EI, Raqqa, informou o jornal britânico ''Metro'' citando jornais austríacos. Ela e uma amiga, Sabina Selimovic, deixaram suas casas em Viena para se casarem com combatentes do grupo, tornando-se uma espécie de "modelos do Estado Islâmico".
Jornais austríacos hoje (25/11/2015) informam que Samra foi morta por integrantes do grupo após tentar fugir de Raqqa. O governo austríaco ainda não comentou o caso. Sua amiga Sabina, que deixou a Áustria aos 15 anos em direção à Síria, teria sido morta no começo do ano.
De acordo com o jormal "The Local"entrevistou uma mulher tunisiana que vivia com Samra e Sabina na capital dos terroristas, disse:
"A meses ela estava tentando fugir, após as explosões pela manhã, ela saiu da sua posição e foi correndo até uma caminhonete, mas foi pega ao entrar no veículo" (Segundo leis islâmicas radicais, as mulheres são proibidas de dirigir)

Trajetória das austríacas: 


Em abril de 2014, as jovens austríacas saíram de Viena, aonde viviam em bairros de classe media alta, sentido Turquia, porém ao sair deixaram uma mensagem para os pais: “Não ore para nós. Vamos servir a Deus, e vamos morrer por ele.” E ainda em 2014, elas disseram a suas famílias que haviam ficado desiludidas com a nova vida e pediram para voltar para casa, informou o jornal austríaco “Oesterreich”.  
 O porta-voz do Ministério do Interior austríaco, Karl-Heinz Grundboeck, disse, na época, que não seria seguro que as adolescentes retornassem ao país, pois vários membros estrangeiros do Estado Islâmico voltam ao país de origem para cometer atos terroristas.  
 Sabina e Samra cresceram em Viena em famílias de imigrantes da Bósnia, de acordo com os jornais nacionais.
 A inteligência austríaca descobriu a trejetória das jovens, elasprimeiro foram primeiramente para a capital turca, Ankara de avião, e, em seguida, para a região sul turca de Adana. Depois disso, suas pistas foram perdidas. 
 Após meses "desaparecidas" Mas eles apareceram em sites de redes sociais com fuzis Kalashnikov e cercado por homens armados - segundo a polícia austríaca informaram que as fotos atuavam como "cartazes de recrutamento para outros jovens".

O fim:
 A jovem Samra Kesinovic foi morta hoje 25/11/2015, após tentar fugir da sua posição foi capturada e tratada como "ghyr mukhlas" ou, "infiel" , tendo como condenação, espancamento que resultou em sua morte. 
A segunda jovem, Sabina Selimovic, foi morta em combate possivelmente no fim de 2014 ou no começo de 2015. segundo o jornal online "Dayli Mail" .