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domingo, 9 de abril de 2017

Rússia e Irã firmam união por Assad após ataque de Trump


Os chefes das estruturas militares russa e iraniana falaram este sábado ao telefone sobre o bombardeamento norte-americano contra uma base aérea das forças de Bashar al-Assad na Síria, prometendo “continuar o combate” aos “terroristas”. E voltaram a acusar a Administração Trump de ter ordenado “uma agressão contra um país independente”.
Os generais Mohammad Bagheri, chefe das Forças
Armadas do Irão, e Valery Gerasimov, responsável pela máquina de guerra russa, “condenaram a operação americana contra uma base aérea síria”, que avaliaram como “uma agressão contra um país independente”, resumiu nas últimas horas a agência estatal iraniana Irna.
O ataque desencadeado pelo dispositivo naval dos Estados Unidos, consideraram os dois generais, veio “retardar as vitórias do exército sírio e dos seus aliados e reforçar os grupos terroristas”.
Perante a aparente inflexão de estratégia da nova Administração norte-americana, que até há pouco tempo deixara de encarar o derrube do regime de Assad como uma prioridade, as forças militares russas e iranianas declaram-se dispostas a reforçar a cooperação bilateral em apoio do Presidente sírio: “Até à derrota total dos terroristas e daqueles que os apoiam”.
Pouco antes desta conversa telefónica, também o Presidente iraniano criticara Donald Trump.
“Esse senhor que tomou o poder nos Estados Unidos pretendia querer combater o terrorismo, mas hoje todos os grupos terroristas na Síria fizeram a festa depois do ataque americano”, falou Hassan Rohani.
Fonte: RTP News

domingo, 5 de março de 2017

Israel quer que países árabes criem uma aliança militar contra seu inimigo, Irã


Israel propôs à comunidade árabe criar uma aliança militar similar à OTAN para poder fazer face a seu inimigo comum, ou seja, ao Irã. Porém, a ideia de tal bloco pode pôr em uma situação incómoda não só a Arábia Saudita, mas também a Rússia, escreve o jornal russo Vzglyad.
Em 28 de fevereiro, o Ministério da Defesa israelense apelou a Riad e aos outros países sunitas para instituírem uma aliança defensiva na região.
"Já chegou a hora de organizar uma aliança formal, uma coalizão de todas as forças moderadas do Oriente Médio, contra o terror", afirmou o ministro da Defesa do país, Avigdor Lieberman, à edição alemã Die Welt.
Segundo o titular da pasta israelense, "os países sunitas se dão conta de que a ameaça maior não provém de Israel e do sionismo, mas do Irã". Tal eventual aliança poderia integrar tanto muçulmanos como judeus e cristãos.
Na opinião de Lieberman, Israel poderia ajudar os países árabes com tecnologias militares e modernização dos seus exércitos.
"Para sobreviver, os países árabes moderados necessitam de Israel mais do que Israel necessita deles", indicou.
Mijail Feiguin, porta-voz do ministro da Defesa israelense, comentou ao Vzglyad que o mundo árabe entende que o Irã continua sendo o inimigo principal de todas as forças moderadas da região. Segundo disse o representante, existe a possibilidade de criar uma coalizão contra Teerã. Entretanto, por enquanto é difícil dizer que países poderiam integrar o bloco.
Segundo o especialista em problemas do Oriente Médio Konstantin Dudarev, a Arábia Saudita "se encontra em uma situação muito delicada frente à proposta de Israel". Ademais, indicou, embora "os interesses de Riad e Tel Aviv coincidam", ambos os países "continuam em condições de hostilidade".
Mijail Feiguin, porta-voz do ministro da Defesa israelense, comentou ao Vzglyad que o mundo árabe entende que o Irã continua sendo o inimigo principal de todas as forças moderadas da região. Segundo disse o representante, existe a possibilidade de criar uma coalizão contra Teerã. Entretanto, por enquanto é difícil dizer que países poderiam integrar o bloco.
o cientista político Tofik Abbasov, "houve notícias de que tinham sido conduzidas negociações a portas fechadas entre as agências de inteligência dos países do Golfo e de Israel". "Os países do Golfo têm cada vez mais medo do Irã. Apesar de não serem tão ricos, os iranianos dispõem de um exército mais eficiente e de maior capacidade de manobra no palco diplomático", sublinhou.
Fonte: Sputnik